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Pets também sentem frio e exigem cuidados especiais, explica veterinária

Baixar Áudio por Ana Lúcia Jacomini

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Daiane Durante, médica veterinária
Foto: ALJ/Tua Rádio Alvorada

Com a chegada dos dias mais frios e úmidos, os cuidados com os animais de estimação precisam ser reforçados. Em entrevista à Tua Rádio Alvorada, a médica veterinária Daiane Durante explicou que cães, gatos e outros pets também sentem os efeitos das baixas temperaturas e podem apresentar desconforto, redução da disposição e até agravamento de problemas de saúde já existentes.

Segundo ela, o funcionamento do organismo dos animais é semelhante ao dos humanos quando o assunto é manter a temperatura corporal. “Quando a temperatura do ambiente baixa, o corpo vai sentir essa diferença e começar a transformar energia em calor para tentar aquecer o animal. Eles também tremem e gastam energia para manter a temperatura”, explicou.

A intensidade com que cada animal sente frio varia conforme características como porte, pelagem, idade e condição corporal. De acordo com Daiane, cães de pequeno porte e com pelos curtos tendem a ser mais sensíveis às baixas temperaturas. Já raças de pelagem longa contam com uma proteção natural maior. “O pelo funciona como um isolante térmico. Ele não deixa o frio entrar com facilidade e também ajuda a manter o calor dentro do corpo do animal”, afirmou.

A veterinária ressalta, porém, que isso não significa que os animais de pelo longo não precisem de atenção durante o inverno, especialmente em períodos de chuva e umidade. Entre os principais cuidados recomendados está a manutenção de ambientes secos, protegidos do vento e da chuva. Para os animais que permanecem no pátio, a orientação é disponibilizar casinhas, camas e mantas em locais abrigados. Já os pets que vivem dentro de casa devem ter acesso a espaços confortáveis e aquecidos.

O uso de roupinhas pode ser uma alternativa para alguns animais, mas deve respeitar o comportamento de cada um. “Cada tutor conhece o seu pet. Se ele aceita bem a roupinha, ela pode ajudar bastante. Mas se o animal demonstra desconforto e tenta tirar o tempo todo, é melhor investir em mantinhas e em um ambiente mais aquecido”, orientou.

O inverno também exige atenção à saúde. Embora o frio não seja a causa direta de doenças, ele pode favorecer o aparecimento ou o agravamento de problemas respiratórios, especialmente em animais mais vulneráveis. “A gente observa com mais frequência situações como tosse dos canis, bronquites e outros problemas respiratórios. O frio não causa a doença, mas cria condições que favorecem o agravamento dos sintomas”, explicou Daiane.

Ela também reforçou a importância da manutenção dos passeios, desde que realizados em horários mais agradáveis e com o cuidado de secar patas e pelagem após o contato com ambientes úmidos. Além dos cães e gatos, outros animais de estimação também sofrem com as temperaturas mais baixas. A recomendação vale para aves, hamsters, coelhos e demais espécies mantidas em casa. Segundo a veterinária, o ideal é manter esses animais em locais protegidos de correntes de ar e com temperatura mais estável.

Daiane resumiu os cuidados essenciais para os próximos meses: manter os locais de descanso secos e protegidos, oferecer acesso ao sol quando possível, evitar exposição prolongada ao frio e utilizar roupinhas apenas quando o animal se sentir confortável. “Todos os pets sentem frio. O importante é observar o comportamento de cada um e garantir que tenham um ambiente adequado para passar o inverno com conforto e segurança”, destacou.

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