Delegacia de Nova Prata apura suposta pirâmide financeira com atuação em cidades da região
Entre as atividades exigidas estavam avaliações de hotéis internacionais pela internet, participação em uma “roleta” virtual no aplicativo e, principalmente, o recrutamento de novas pessoas
A Polícia Civil de Nova Prata investiga um suposto esquema de pirâmide financeira que pode ter feito diversas vítimas em municípios da Serra Gaúcha, como Nova Prata, Veranópolis e Nova Bassano. A apuração é conduzida pela delegada Liliane Pasternak Kramm, que vinha monitorando as atividades do empreendimento há meses.
O estabelecimento, localizado no centro de Nova Prata, operava com a captação contínua de novos investidores, prometendo retornos incompatíveis com o mercado, característica típica de esquemas de pirâmide financeira. Para participar, as vítimas realizavam depósitos que variavam entre R$ 500 e R$ 2 mil em uma plataforma online, com a promessa de retorno em dobro mediante o cumprimento de metas virtuais.
Entre as atividades exigidas estavam avaliações de hotéis internacionais pela internet, participação em uma “roleta” virtual no aplicativo e, principalmente, o recrutamento de novas pessoas. Segundo a delegada, quanto maior o número de indicações, maior seria a suposta recompensa financeira, o que contribuiu para a rápida expansão do esquema.
O caso ganhou grande repercussão após relatos de movimentações atípicas no local, como filas frequentes, além de informações de que moradores chegaram a pedir demissão de seus empregos e contrair empréstimos para investir no negócio.
Nesta semana, o sistema entrou oficialmente em colapso. O escritório foi fechado e os responsáveis cessaram qualquer manifestação pública, o que gerou revolta entre os investidores. Houve manifestações em frente ao local, sendo necessária a atuação da Brigada Militar para garantir a segurança e evitar danos ao patrimônio.
A Polícia Civil orienta que todas as vítimas de Nova Prata e região mantenham a calma e compareçam à delegacia para registrar ocorrência. A coleta de depoimentos e documentos que comprovem as transações financeiras é fundamental para o avanço da investigação e para que o Judiciário possa autorizar medidas como prisões e quebras de sigilo bancário.
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