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Jornada de Mãe - Entre a fé, a comunidade e a maternidade: a missão de Mônica, coordenadora de catequese da Paróquia Imaculada Conceição

por Alice Corrêa

Com uma trajetória marcada por espiritualidade e dedicação, Mônica Konzen compartilha como a vida comunitária moldou sua fé, sua missão catequética e seu papel como mãe de três filhos, em uma caminhada de serviço, entrega e realização pessoal.

Foto: Arquivo pessoal

Desde a infância vivida no interior de Cerro Largo (RS), Mônica foi envolvida por uma vida comunitária intensa e enraizada na fé católica. Hoje, como coordenadora de catequese na Paróquia Imaculada Conceição, em Caxias do Sul, ela conduz mais de 600 crianças e suas famílias por caminhos de espiritualidade, formação e acolhimento.

Sua história é entrelaçada com experiências marcantes: passou pela vida religiosa, decidiu sair da congregação e, a partir daí, intensificou sua entrega à comunidade. “A minha grande marca de fé é a infância com a minha família e com a comunidade. Era na igreja que a gente se encontrava, era o nosso elo”, lembra.

Atuando há sete anos na catequese e nos últimos três na coordenação, Mônica fala com paixão sobre sua missão. “A gente faz esse trabalho por uma entrega diária. Não é um privilégio, é um serviço”, afirma. Seu olhar é cuidadoso, atento às singularidades de cada pessoa que cruza seu caminho. “Olhar o outro como filho único de Deus é essencial.”

A maternidade caminha lado a lado com sua atuação pastoral. Casada aos 30 anos, ela teve seus três filhos — Antônio, Francisco e Bernardo — em um intervalo de quatro anos. “Eles foram planejados e desejados. Ser mãe foi uma escolha de fé”, conta. Segundo ela, ter filhos influenciou profundamente sua forma de conduzir a catequese: “Eu fui catequista deles e dos amigos deles. Isso me deu sensibilidade para entender as famílias.”

Apesar dos desafios — especialmente agora, com os filhos na adolescência — Mônica acredita que a vivência comunitária fortalece os laços familiares. “Nosso serviço não nos divide, ele nos une. Eles entendem que isso é parte da nossa missão.”

Com os pés firmes na catequese e o coração aberto à formação contínua, Mônica não se vê para sempre na coordenação, mas sempre atuando. “A coordenação é uma etapa. Eu quero continuar contribuindo com a formação de catequistas, sempre dentro da comunidade. É o meu espaço de realização.”

Mônica é exemplo de uma fé viva e cotidiana. Uma mulher que, com humildade e firmeza, segue unindo famílias, formando cristãos e educando filhos com os olhos voltados para Deus — e para o próximo.

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