Economista alerta para avanço do endividamento e defende planejamento financeiro em 2026
Baixar ÁudioLucas destaca que o nível de endividamento da população brasileira é preocupante, alcançando cerca de 74% dos brasileiros
O economista Lucas Freitas avalia que o planejamento financeiro tem ganhado cada vez mais importância no Brasil, impulsionado pelas dificuldades econômicas enfrentadas desde a pandemia. Segundo ele, a forte oscilação da taxa Selic nos últimos anos elevou o custo do dinheiro, tornando financiamentos, compras parceladas e aquisição de bens mais caros, o que impacta diretamente o orçamento das famílias e das empresas.
Lucas destaca que o nível de endividamento da população brasileira é preocupante, alcançando cerca de 74% dos brasileiros. Além disso, a inadimplência cresce de forma contínua, já que muitas pessoas precisam priorizar gastos essenciais, como alimentação e moradia, deixando parcelas e compromissos financeiros para depois. Esse cenário afeta tanto os consumidores quanto os empresários, especialmente pequenos comerciantes e prestadores de serviço.
Entre os setores mais impactados estão o varejo, os profissionais autônomos e os prestadores de serviços, que dependem do dinheiro disponível das famílias. O economista ressalta que a alta carga tributária, somada à concorrência com grandes plataformas digitais, tem enfraquecido o comércio local, inclusive em municípios do interior, onde os consumidores buscam alternativas mais baratas fora da cidade.
Pensando em 2026, Lucas Freitas orienta que o primeiro passo para melhorar a saúde financeira é o controle do orçamento. Saber exatamente quanto se ganha e quanto se gasta é fundamental para evitar o uso inadequado do cartão de crédito, que não deve ser tratado como extensão do salário. Para ele, a virada do ano é uma oportunidade de reorganização, reforçando a importância da educação financeira para retomar o equilíbrio e evitar o endividamento excessivo.
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