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Palestra com Senador Luiz Carlos Heinze na CIC Caxias aborda avanços e desafios no projeto do Porto Meridional de Arroio do Sal

por Alice Corrêa

A instalação do novo Porto do Rio Grande do Sul segue avançando com importantes marcos, como a entrega do estudo de impacto ambiental, mas ainda enfrenta desafios relacionados a licenciamento e infraestrutura

Foto: Júlio Soares/Objetiva

Durante a RA desta segunda-feira (31) promovida pela CIC Caxias, o senador Luiz Carlos Heinze (PP) e Daniel Kohl, diretor de desenvolvimento de negócios da DTA Engenharia, comentaram os avanços e os desafios do projeto do Porto Meridional de Arroio do Sal, um empreendimento que visa transformar a logística e economia do Rio Grande do Sul. Heinze destacou a importância de apresentar o projeto à Serra Gaúcha, especialmente aos setores que mais serão impactados, como metal-mecânico e móveis.

“A Serra vai poder ouvir sobre o que está acontecendo com o projeto. Estamos trazendo os responsáveis pela obra, da DTA Engenharia, para falar diretamente com os empresários da região”, afirmou o senador. Ele também abordou questões burocráticas, mencionando a necessidade de licenciamento ambiental, já protocolado junto ao IBAMA. “Agora aguardamos as demandas do IBAMA, e, após isso, a equação financeira do projeto será discutida”, disse Heinze, ressaltando que o cronograma segue firme, mas dependente de autorizações.

Daniel Kohl, por sua vez, detalhou os progressos recentes. “O projeto vem sendo desenvolvido desde 2020, e um passo importante foi o protocolo do estudo de impacto ambiental junto ao IBAMA, que é o órgão responsável pelas licenças. Além disso, já conquistamos o contrato de adesão com a ANTAC, que é essencial para seguir com o projeto”, explicou Kohl. Ele também comentou sobre os investimentos: “Os recursos serão todos privados, com foco na infraestrutura e nos terminais. O projeto está orçado em R$ 6 bilhões e já temos grupos interessados em investir.”

Kohl destacou ainda o impacto econômico esperado. “A obra deverá gerar de 2 a 3 mil empregos diretos, e com um multiplicador de 2 para os indiretos. Ao longo da operação, podemos chegar a 1.500 ou 1.800 trabalhadores ao mesmo tempo”, afirmou. O impacto se estenderá à região do Litoral Norte e Serra Gaúcha, com um significativo desenvolvimento da cadeia de fornecedores e serviços, segundo ele.

Quanto à infraestrutura, a construção de uma ponte sobre a Lagoa Itapeca, para conectar o porto à BR-101, faz parte do projeto. “Essa ponte é crucial para facilitar o acesso ao porto, que será uma das principais vias para o transporte de cargas na região”, explicou Kohl.

O projeto também envolve desafios técnicos, como a criação de um abrigo para os navios. Kohl comentou sobre a geografia do local, entre Tramandaí e Torres, que apesar de desafiadora, oferece boas condições para a construção do porto devido à profundidade favorável, o que reduz os custos. “Estamos desenvolvendo um projeto de quebra-mares em rocha e outras tecnologias de proteção costeira para garantir que os navios possam operar de forma eficiente”, finalizou.

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