Sinduscon debate impactos da Reforma Tributária para o setor da construção
Entidade reuniu empresários e profissionais nesta segunda-feira, 24/11, para tratar das mudanças previstas com a implantação do IBS e da CBS
O Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Passo Fundo e Região (Sinduscon) promoveu, nesta semana, uma reunião-almoço para discutir os efeitos da Reforma Tributária no setor da construção civil. O encontro reuniu empresários, profissionais e convidados, e contou com a participação do especialista Fábio Ferron.
Segundo o Sinduscon, o objetivo foi esclarecer pontos do novo sistema que substituirá ISS, ICMS, PIS e Cofins pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Conforme o especialista Fábio Ferron, o modelo exige adaptações nas empresas, como contabilidade por obra, segregação de receitas e validação de fornecedores para a correta apropriação de créditos. Ele reforçou que, a partir de 2026, a emissão de nota fiscal será obrigatória para todas as empresas do setor.
De acordo com Ferron, a Reforma pode alterar o custo das obras, a depender da capacidade de organização interna de cada empresa, especialmente no que diz respeito à gestão de insumos, créditos tributários e estruturação de contratos. Ele destacou que a formação de preços precisará considerar custo, margem e incidência tributária, incluindo créditos e débitos previstos no novo sistema.
O especialista também observou que a transição pode afetar a competitividade entre regiões e entre empresas de diferentes portes. Segundo ele, organizações com menor estrutura podem enfrentar mais dificuldades na implementação de sistemas, treinamentos e processos. Ferron ressaltou ainda que a relação com fornecedores ganhará importância, já que apenas insumos com documentação fiscal regular gerarão créditos.
Entre os ajustes imediatos recomendados pelo especialista, estão: organização interna para emissão obrigatória de notas fiscais, revisão de contratos e fornecedores, adequação de controles para apuração de tributos por obra, simulações de preço e treinamentos voltados à governança fiscal.
O Sinduscon informou que continuará promovendo debates e ações de capacitação para apoiar o setor no período de transição. Segundo a entidade, o acompanhamento técnico é essencial para que as empresas mantenham competitividade com o novo modelo tributário.
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