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Grupo Fuga inaugura unidade de processamento de soja em Camargo

por Ana Lúcia Jacomini

Nova planta terá capacidade para processar 2,5 mil toneladas de grãos por dia

Planta está instalada na Comunidade Povoado Baixo em Camargo
Foto: Reprodução/Grupo Fuga

O Grupo Fuga, com sede em Marau, inaugura nesta quinta-feira, 23/04, uma nova unidade de processamento de soja no município de Camargo. O empreendimento representa um investimento na faixa de R$ 350 milhões e amplia a presença da empresa no setor de biocombustíveis.

A nova indústria foi construída nas proximidades da Biofuga, unidade produtora de biodiesel instalada na Comunidade de Povoado Baixo, formando um complexo integrado de processamento de grãos e produção de energia renovável. Para viabilizar o projeto, o município de Camargo participou com a cessão de uma área de aproximadamente dez hectares.

A planta terá capacidade de processar cerca de 2,5 mil toneladas de soja por dia, com produção estimada de 500 toneladas de óleo de soja e aproximadamente 1,9 mil toneladas de farelo. Parte da produção será destinada ao mercado interno e outra parcela voltada à exportação. De acordo com o diretor de marketing do Grupo Fuga, Leandro Fagundes, a operação também fortalece a cadeia regional da soja.

Conforme ele, metade do farelo deverá atender o mercado brasileiro e metade será direcionada ao exterior, enquanto o óleo de soja será utilizado na própria produção de biodiesel da empresa. Com o início das operações, a nova unidade deve gerar aproximadamente 150 empregos, entre postos diretos e indiretos, ampliando o impacto econômico da atividade na região.

Segundo informações da empresa, o processamento da soja gera diferentes subprodutos. O farelo, que representa a maior parte do resultado do esmagamento do grão, é destinado principalmente à alimentação animal, enquanto o óleo de soja é utilizado como matéria-prima na produção de biodiesel. Já a casca da soja também pode ser aproveitada na nutrição animal.

As operações da nova planta passam a integrar a marca Biofuga, voltada às atividades de processamento de grãos e produção de biocombustíveis. Na época do anúncio da obra, Paulo José Fuga, diretor da empresa, explicou que do esmagamento da soja na planta são gerados subprodutos como o farelo — cerca de 75% do volume — e o óleo de soja — aproximadamente 18%. O restante, descontadas eventuais perdas, corresponde à casca da soja, também utilizada na alimentação animal.

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