Pastoral da Acolhida de Marau registra grande fluxo de imigrantes
Os recursos da entidade são obtidos principalmente de doações da comunidade
Ouvintes da emissora relataram formação de grandes filas junto à Pastoral da Acolhida de Marau, localizada na Rua Irineu Ferlin. Sobre o assunto, a emissora esteve em contato com a paróquia Cristo Rei. Em entrevista, o pároco de Marau, Frei Laércio da Luz, relatou a intensidade recente desses fluxos migratórios.
Segundo dados obtidos pela reportagem, há pelo menos 1400 imigrantes venezuelanos que residem atualmente na cidade. Marau, contudo, recebeu uma série de movimentos migratórios relativamente recentes, de haitianos, senegaleses e cubanos, além de outras movimentações eventuais. Ponto que também é reforçado pelo trabalho da Pastoral que funciona de forma voluntária, com recursos recebidos em forma de doações da comunidade marauense.
Conforme o pároco, a principal missão da pastoral é acolher essas pessoas que chegam em Marau. “Todo cristão tem a obrigação de fazer caridade, de ajudar o próximo. Então é um mandamento de Jesus. A Pastoral da Acolhida foi criada com Frei Miguel para acolher os estrangeiros que chegavam em Marau e é justamente essa missão, a acolhida é uma ajuda emergencial. Aumentou muito o número de migrantes chegando na cidade”, afirma.
Questionada pela reportagem, a coordenadora, Elisabete Bisolo Bortoluzzi, explicou como funcionam as doações de cestas básicas aos imigrantes. “A gente dá duas cestas para a família que está chegando. Por exemplo, eu chego hoje em Marau, eu vou procurar a Pastoral, a gente dá uma cesta básica ali conforme a quantidade de pessoas, se é bastante pessoas a gente dá maior, se é menos pessoas a gente dá menor. Trinta dias após, a gente retorna mais uma cesta básica. E nesses dois meses a gente tenta encaminhar eles para o trabalho” explica.
Ainda segundo Frei Laércio, a comunidade marauense não tem o direito de ser contra os imigrantes que chegam no município. “A Pastoral da Acolhida também quer ajudar a nossa comunidade marauense e as nossas lideranças a fazer um debate sério, não raso. Quem tem inteligência, quem quer conversar, sabe que migrantes estão chegando e estão saindo. E estatisticamente, no Brasil tem mais brasileiro fora do Brasil do que imigrantes no Brasil, então é mentiroso quem é contra os migrantes”, comenta.
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