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Pesquisadores explicam resultados do zoneamento edafoclimático de Marau

Baixar Áudio por Ana Lúcia Jacomini

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José Maria Alba e Pablo Miguel estiveram na Tua Rádio Alvorada
Foto: Guilherme Degrandis/Tua Rádio Alvorada

Edafologia é a ciência que estuda o solo, do ponto de vista de sua exploração para a agricultura, e cruza as informações com o conhecimento técnico e popular sobre o comportamento do clima em cada região. Neste sentido, a Embrapa liderou um estudo que apontou o zoneamento edafoclimático do município de Marau. Os primeiros pareceres, analisados a partir de sistemas computadorizados de informações geográficas e alogarítmos matemáticos, foram apresentados nesta semana pelos pesquisadores.

Em entrevista para a Tua Rádio Alvorada, José Maria Alba (Embrapa) e Pablo Miguel (Universidade de Pelotas), explicaram que o objetivo do estudo consiste em apontar o que pode ser plantado em cada pedaço do território marauense e qual o grau de dificuldade de desenvolvimento de cada cultura. O plantio de grãos, especialmente soja, milho e trigo, segundo eles, realmente é a grande característica do município. O solo marauense, considerado de potencial agrícola alto, porém, pode absorver outras culturas como por exemplo, algumas frutas, videiras, noz pecã e erva-mate.

De acordo com Pablo, Marau possui grandes extensões de áreas plantadas com grãos, no sistema de plantio direto. Ele lembra que para este tipo de cultivo, torna-se fundamental a rotação de culturas e é aí que estudo edafoclimático mais pode contribuir. “É preciso sair deste monocultivo de soja no verão e trigo no inverno. Vi em Marau lavouras de linhaça, de canola, e isso é extremamente importante para a manutenção da saúde do solo”, explica o profissional, destacando que a aveia também tem boa aceitação no solo marauense.

José Maria revela que Marau possui, em sua característica de clima temperado, uma média de 300 a 450 horas de frio por ano. Em relação às chuvas, pode-se dizer que as precipitações são regulares em Marau, que absorve em seu solo, uma média de 900 a 1000 milímetros de água por  ano. Essas informações são importantes, como explica ele, na hora de escolher em qual cultura se irá investir.

Gerar uma base de informações para orientar os investimentos no meio rural, é um dos objetivos do estudo realizado. A possibilidade da diversificação de culturas efetiva é outro objetivo. Os pesquisadores apontam, ainda, as vantagens da integração lavoura-pecuária-floresta, sistema que contribui para a preservação do ambiente, a recuperação do solo e ajuda a evitar a proliferação de pragas. Marau tem florestas fragmentadas e a sugestão de João Maria e Pablo é que estes núcleos existentes sejam, no mínimo, mantidos.

O levantamento de dados do estudo edafoclimático de Marau iniciou em agosto de 2018. Ouça a entrevista, na íntegra, no player de áudio.

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