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Chuvas favorecem desenvolvimento do milho no Rio Grande do Sul

por Ana Lúcia Jacomini

Informação é da Emater

Atualmente 93% da área projetada para o milho foi semeada
Foto: Divulgação/Emater

As condições climáticas das últimas semanas foram benéficas para a cultura do milho no Rio Grande do Sul, em função do bom volume de chuvas e das temperaturas adequadas. Houve recuperação parcial da produtividade em áreas atingidas pela estiagem do final de novembro e dezembro, e as lavouras irrigadas demonstram excelente desenvolvimento, com expectativas de alta produtividade.

De acordo com o mais recente Informativo Conjuntural, divulgado nesta semana pela Emater, as áreas de milho plantadas mais tardiamente, que não estavam em estágio crítico durante o período de tempo seco, também se desenvolvem bem. Atualmente 93% da área projetada para o milho, que é de cerca de 785 hectares, foi semeada, estando a maior parte em enchimento de grãos.

Apesar de benéficas para o desenvolvimento das lavouras de milho, as chuvas das últimas semanas favoreceram a incidência de fungos e bacterioses, exigindo atenção dos produtores, assim como para a presença de cigarrinha-do-milho. Há incidência expressiva desse inseto em vários pontos do Estado, mas não há relatos de enfezamento relevante. A área semeada no Estado chega a 85%, e a maior parte dos cultivos se encontra em enchimento de grãos.

Milho Silagem - As lavouras de milho silagem apresentam condições satisfatórias, e a expectativa é de bom rendimento por todo o Estado. As chuvas do último período ajudaram na recuperação parcial de áreas afetadas pela baixa precipitação no final de novembro e início de dezembro. Conforme estimativa da Emater, a área destinada de milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha.

Soja - A semeadura está em estágio avançado no Estado, alcançando 96% da área prevista, que é de 6.742.236 hectares. A maior parte das lavouras se encontra em desenvolvimento vegetativo (87%), enquanto a floração avançou para 13% da área cultivada, especialmente nas áreas semeadas precocemente. Com a chegada do mês de janeiro e a proximidade do final da janela de plantio, observa-se maior preferência pela utilização de cultivares de ciclo tardio, como forma de assegurar o adequado período de desenvolvimento vegetativo.

As lavouras de soja apresentam estande e desenvolvimento apropriados e, de maneira geral, não há incidência significativa de pragas e doenças. Na maioria das áreas, os agricultores realizam aplicações preventivas de fungicidas, com foco no controle da ferrugem-asiática, e mantêm monitoramento constante em função da elevação da umidade e das temperaturas.

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