Conselho Agropecuário estima perdas de 40% nas lavouras de milho e soja em Marau
Baixar ÁudioEntidade avalia encaminhamento de pedido de decreto de emergência devido à estiagem
Foto: Reprodução/Canva
O Conselho Municipal de Agropecuária e Abastecimento de Marau estima perdas médias de 40% nas lavouras de milho e de soja da safra de verão do município. A avaliação foi feita nesta semana e detalhada pelo presidente da entidade, Vinícius Pradella, em entrevista à Tua Rádio Alvorada.
Segundo ele, no caso do milho, a colheita está em fase final e já é possível consolidar os números. “A gente já tem uma perda consolidada de 40% na cultura do milho”, afirmou. Pradella explicou que há áreas com produtividade considerada normal, entre 150 e 180 sacas por hectare, mas também lavouras com rendimento entre 50 e 60 sacas, o que resulta na média de quebra estimada para o município.
Em relação à soja, a projeção também é de 40% de perdas, índice que pode aumentar caso não ocorram chuvas significativas nas próximas semanas. “A tendência é aumentar, porque não temos previsões boas de chuva. Precisaria de precipitações bem significativas agora e até o final do ciclo, principalmente para as lavouras plantadas no fim de novembro e início de dezembro”, destacou. De acordo com ele, parte das áreas está em fase de floração e enchimento de grãos, período considerado decisivo para a definição da produtividade.
A estiagem também impacta a produção de leite. O Conselho estima redução média de 35% no volume produzido no município. Conforme Pradella, além da queda na oferta de pastagem, a qualidade da silagem deve ser inferior - reflexo das perdas no milho. “Mesmo que volte a chover, a recuperação não é imediata. A produção dificilmente vai voltar ao normal nos próximos dois ou três meses”, explicou.
Diante do cenário, o Conselho busca reunir laudos técnicos para embasar pedido de decreto de emergência. Além das perdas econômicas, serão considerados danos sociais, como falta de água para consumo humano e dessedentação de animais. Produtores que enfrentam problemas de abastecimento são orientados a procurar a Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária, para registro e georreferenciamento das situações, etapa necessária para instruir o processo.
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