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Engenheira agrônoma destaca que estiagem e atraso no plantio reduzem estimativa de produção

Baixar Áudio por Camila Agostini

A entrevista completa com a Dra. Ritieli Baptista Mambri você acompanha no player de áudio

Foto: Taliane Radaelli / Tua Rádio Alvorada

A previsão no Rio Grande do Sul para os primeiros dias do mês de maio é de volumes elevados de chuva em algumas regiões, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, em parceria com a Emater-RS e o Irga.

Apesar disso, o estresse hídrico verificado nos últimos dias, pode repercutir nas culturas de inverno, como destacou, em entrevista à Tua Rádio Alvorada, a professora Dra. Ritieli Baptista Mambri, coordenadora do Curso de Agronomia do Cesurg.

A falta de umidade no solo influencia as condições de semeadura, o que, consequentemente, interfere nas fases de reprodução e enchimento de grãos. “A estiagem vai atrasar a semeadura e sentiremos uma queda na produção. E a falta de água verificada neste momento se torna uma bola de neve para o restante do processo. A resposta disso ocorre de várias formas”, salienta Ritieli. Segundo a professora, uma das consequências é o reflexo, mais uma vez, na produção e no preço do leite: “Só para se ter uma ideia, entre as últimas estiagens verificadas no estado, a de 2012, gerou uma queda de 30% na produção de leite”.

No estado, como ressalta a agrônoma, ainda há a necessidade de incentivar mais ações que reforcem a resistência à estiagem através dos programas de melhoramento de algumas culturas. “Nesse contexto, os avanços quanto às lavouras de soja são maiores pelo acesso a recursos financeiros por parte das grandes empresas multinacionais que comercializam e beneficiam o produto”, explica a professora. A irrigação também faz parte das alternativas de complementação à precipitação natural. “O que impede a utilização dessa técnica, ainda é o alto valor de investimento”, explica Ritieli.

A entrevista completa você acompanha no player de áudio

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