Olhar além do estabelecido
O nosso olhar sobre o mundo, sobre as questões do dia a dia, pode mudar com muita frequência, principalmente, quando nos permitimos ampliar as “bordas”, de como reagimos e de como vivemos a nossa vida.
Então, como eu lido com esse novo que se mostra, e até com as diferenças entre meu jeito de funcionar e o do outro?
Nesses questionamentos precisei entrar em acordo comigo mesma. Em como eu sentia os acontecimentos e não somente obedecer ao que me foi ensinado.
Me percebi nesse trajeto, fazendo no automático, repetindo sem sessar o que estava inscrito em mim; concordando ou não, fazia. Afinal, foi assim que aprendi. Era dessa maneira que, sem nem ao menos me questionar, ou julgar o que era melhor para eu fazer, realizava...
Desistir desse modo de funcionar não foi tão simples assim. Precisei compreender o que estava acontecendo e renunciar a muita coisa solidificada em mim, e que não sabia realizar de outra maneira.
Não podia fugir da estranheza que sentia. Mas naquele momento ouvindo inclusive a sensação que me alcançava e o que ela queria me dizer, percebia que refletia estranho em contato comigo. Isso me levou a conhecer uma jornada diferente de como eu conhecia.
Perceber os vários jeitos de entender e de fazer, até encontrar o meu, novo jeito de funcionar, foi um caminho árduo. Teve muito colocar na balança e discernir, para poder a partir dali seguir.
Precisei me deixar tocar por outras formas de agir, que contrastavam com a minha. Me mostravam que eu não era o único sabedor, que todos tinham seu jeito, e olhar para como eu aprendi. Foi ali que impactei, e agora, como faria? Obedeceria ao que sempre fiz, faria igual ao que me envolvia? Quem sabe, questionaria a ambos e criaria o meu jeito de fazer e refazer.
Tudo precisou de tempo, discernimento e determinação. Sair do automático e, agora adulta, tomar minhas próprias direções que me levavam a ter mais liberdade, me remetiam a refletir e distinguir o que desejava para minha vida.
Me desenvolver não foi fácil e nem rápido, mas importante para me tornar “eu consciente”.
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