O olhar e as regras do outro são dele, não seus
Saindo pela garagem, numa manhã dessas para um compromisso o qual estava com horário reduzido, fiz a curva na parte da saída da garagem, no local que acho apertado. Peguei o controle abri o portão e percebi um carro que bloqueava uma parte da saída, no momento que estava na curva e subindo a rampa. E agora me questionei? Buzinei uma, duas, três vezes. Percebi um rapaz saindo de uma loja, pegou uma caixa no carro e foi novamente para a loja, buzinei novamente com mais força e vi a moça da loja da frente dizendo “é pra você” para o motorista e entregador.
Ele atravessou a rua, veio até o portão e disse: vem eu te ajudo. Eu olhei pra ele e não entendia, não queria arriscar, a responsabilidade era minha, ele estava estacionado onde não podia. E isso estava claro pra mim e pra ele também. Por que eu tinha que arriscar uma saída apertada pelo erro dele? A responsabilidade seria minha pela escolha de seguir a ideia dele. Até porque, de onde estava, não enxergava o carro do outro lado da saída e teria que sair subindo no cordão da calçada.
Disse que não, com um gesto, que era pra ele retirar a van, que depois eu sairia... ele coçou a cabeça e devagar se foi. Talvez um motorista mais audacioso que eu conseguisse. Mas não era isso que estava em questão. Me reservei o direito de não ir...
Que bom que posso fazer escolhas, que minha coerência interna me encontra quando a chamo.
Me dei conta que tem pessoas em lugares diversos da nossa vida, que dizem vai, é fácil. No entanto, cabe a nós, individualmente, saber nosso limite, e principalmente dar limite ao outro que quer impor seu jeito de funcionar, nas suas regras...
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