O desafio de fazer diferente do que aprendeu
Dizia Paulo: - Como fazer diferente se eu não aprendi! Se eu não vivi...
Ele desejava ardentemente fazer diferente. Entender rápido o que só compreendia com muita reflexão e até com ajuda de outras pessoas muitas vezes.
Não aprendeu o correto, o justo quando devia ter absorvido. Muitas atrapalhações invadiam seus dias, seus pensamentos... Como desmanchar o errado que estava em si, e só agora percebia? Como aprender novamente de outra maneira verdades ainda não conhecidas? Esses questionamentos passaram a lhe acompanhar.
A partir dali carregava um desejo enorme por novas verdades, e isso o impulsionava a procurar maneiras de fazer diferente e de enxergar a vida, as coisas de maneira mais ampliada e leve. Não aceitava todas as ideias pensamentos dos outros como suas. Elas entravam e passavam pela reciclagem. Só depois assumia como suas também. Isso precisou de tempo, de discernimento para pouco a pouco se construir diferente.
Quantas vezes nos vemos e sentimos assim, com ideias e pensamentos obsoletos, e principalmente não sabendo mais por onde seguir. Ou pior, como transformar aquilo que nos machuca e que já temos consciência, mas não conseguimos alterar.
Poder distinguir qual é o certo, em meio a muitos certos é o grande desafio. É uma linha tênue. É o ponto de vista criado sob tudo que foi vivido de bom e de ruim.
Se permitir viver o rompimento com algo que não faz mais sentido para si, ampliar seu olhar, e desejar ver além do que sabe, isso passará a lhe acompanhar.
‘Sono tutti uguali’ dizia o italiano que vivia ali na mesma rua que ele. Colocando todos no mesmo compartimento de aprendizados da vida. É o marasmo diante da não direção. Reflexões que nos fazem perceber que somos iguais e também mostra que nos tornamos diferentes, únicos... estavam ali a lhe acompanhar.
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