Numa fração de segundos
Abri os olhos e fechei... Nesse curto momento tudo passou pela minha mente e se ensaiou com novas maneiras de se direcionar. Tudo que senti me acordou. As hipóteses se expandiam, a direção adquiriu mil possibilidades, tantas que antes eu nem via e que agora ampliavam meus horizontes. O difícil foi lidar com muitas coisas que eu nem sabia que seria possível adentrar.
Foi num instante que passei a enxergar tudo que ficou sendo plantado e cuidado invisivelmente em mim.
Nesse piscar a vida, as mudanças e o andar adquiriram um novo gosto. O sabor de tudo que passou, o que atendeu aos desejos e o que ficou em aberto. Isso provocou um novo degustar. Esse novo aprendizado nasceu ali daquele insight, naquele instante.
Foi nesse momento que me surpreendi. Parei! Impactei e me servi das minhas reflexões, que embora encubadas, agora vieram prontas na ordem dos dias me encontrar. Eu não as busquei, somente me deixei levar.
Me encantei com o que escutava dentro de mim. Agora sim, fazia sentido tudo que vivi, ordenei, desajustei, enfim, a compreensão me alcançava.
Numa fração de segundos, tudo mudou; dentro e fora de mim se alterou. Teria tempo para metabolizar tudo isso? Agora me concentrava somente com o que precisava lidar e flexibilizar internamente e eram muitas coisas que necessitava revisitar. Num novo flash dessas memórias que por aqui passavam, me segurei.
Absorvi o passado e o futuro naquele instante que se ensaiava em mim. Coloquei em outra escala de valores tudo que me engolia, fascinava ou que eu não resistia. Ordenei para poder seguir. Percebi a escala que colocava sentimentos e lamentos e procurei colocá-los confortáveis no meu ser.
No abraço do tempo pude me ensaiar. Ver meus remendos por dentro e por fora e não mais me assustar, eram as nuances do agora a se modificar.
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