Invadiu a verdade
Mentira que invade a verdade, se sobrepõe e coloca em dúvida o que foi vivido, alimenta a obscuridade nos olhos daquele que com um cisco no olho permanece...
Mentira que é vicio, aprendizado cultivado. É imprudência que esgueira a verdade... Devasta a coerência; alimenta a insensatez. Destrói a inocência de em tudo acreditar. Distancia pessoas. Causa descrédito, e assim vai seguindo.
Continuava a vida dizendo inverdades. Acreditava nelas mais que todos que as ouviam. E assim prosseguia inventando, vivendo num mundo paralelo, onde ele era o construtor, o ator principal e o único participante.
Sempre se mentiu através dos tempos, isso é fato. As mentiras são fruto da incapacidade emocional sentida, que se faz presente e fica oculta por vezes. Mas que gera dúvidas e desamparo por onde passa.
Quando mentimos estamos embrulhados na dúvida de se o outro vai acreditar. Ou, nós próprios entramos num mundo de faz de conta e não sabemos que existe outro.
Os mais perspicazes percebem que algo não soa bem. Ou, quem mente, acredita que aquilo é verdade, passa por si e nada de estranho lhe toca.
Mentira que corrompe a verdade. Que fica à esquerda do que não consegue controlar.
O símbolo da mentira “Pinóquio”, perambula por entre as décadas e séculos, a nos contar a estória de porque não mentir. Ele visita as gerações e deixa sua mensagem.
Entrar com a pessoa na narrativa, é deixar que ela conte do seu jeito. Adentrar nesse mundo inverossímil para tentar encontrar um chão é fácil? Não. Mas é a alternativa que temos para auxiliar. Caminhar na mentira e com valiosas palavras ajudá-lo pouco a pouco a sair desse lugar, ou ao menos se dar conta que aquilo soa estranho, é o que podemos fazer. E, claro, se ele permitir.
Lidar com a verdade é muito diferente. É mais tranquilo do que se esconder atrás de qualquer coisa que soe como desamparo maior do que a própria mentira.
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