Conversando com meu anjo
Naquele sonho encontrei meu anjo da guarda que ouvia pausadamente meu monólogo. Sabe as reflexões daquele ego inflado que, às vezes, quer deseja mais cuidado, mais aplausos, mais olhares, mais acolhida, mais atenção, mais direção, mais...mais...mais e muito mais... Comecei sintonizando com ele e confiando que não me deixaria esquecer das coisas importantes. Dizia eu:
“Atribui coisas a ti que não são para ti, não são tuas... Quem disse que eu não entristeço, que eu não preciso de um tempo. Que eu não me atrapalho, que eu não sinto raiva? Quem disse que eu só tenho que aplaudir, que não posso ser reconhecido também? Quem disse que um é mais importante que qualquer outro; que todos se anulam por alguém que se considera especial? Afinal, nesse andar, conheci alguém que só valorizava quem a reconhecia como especial. Foi ali que ela necessitou aprender que teve uma infância igual as outras meninas e que não era nem melhor, nem pior. Foi um árduo caminho que a vi construir... e esse andar foi traçado e alimentado por mim e por ela também.”
Agora sabia que supervalorizar o que tem a ver com os seus desejos escondidos, pode te fazer colocar num lugar de valorizar pessoas, simplesmente pela falta que você sentiu ou sente, não observando o verdadeiro sentido dele merecer ou não esse lugar de valor. E é um lugar volátil, onde você entra e sai, e que te remete aos mais profundos aprendizados. Se fazer superior é estar acima, mas não existe o acima e abaixo, existem aprendizados, lições, buscas individuais.
Naquele momento precisava olhar minhas fragilidades, meus defeitos, mas também para as minhas qualidades.
Conhecia meu orientador espiritual de outros tempos...agora ele me mostrava que se fazia presente nas minhas indagações. Que estava vendo tudo e que não era ausente.
Quando confiei na ajuda dele, confiei em mim também.
Foi ali nesse momento que agradeci e fui além!
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