A escuta e o amor
A escuta e o amor
Como diz Rubem Alves “É na escuta que o amor começa e é na não-escuta que ele termina”. Me detive no entendimento dessa escuta que palpitava em mim.
Os meandros da escuta clarificam ou escurecem relações, depende da maneira como ocorrem e como são compreendidas pelos interlocutores. Podem danificar, atrapalhar quando não tem um entendimento, ou mesmo a falta de habilidade em se comunicar entre muitos outros fatores primordiais.
Sabemos, no entanto, que a escuta carrega em si o pertencimento, a acolhida, o respeito... e mostra o estar presente...
Quando me sinto pertencer, a sintonia acontece. Não me sentir parte, me faz ficar distante, desconectado com aquelas pessoas e com aquele lugar. Nesse momento, como me comunicar se uma parte de mim não está ali?
Na não escuta não temos um espaço para descansar, para nos reacomodar. Sem acolhida, como confiar? Como saber que temos valor, que podemos ser mais? Ir na direção das nossas verdades, somando com a coerência que tanto buscamos, se faz importante.
Talvez as pessoas não saibam te acolher como você as acolhe, ou como deseja ser acolhido. Então você vai ficar vibrando no menos, na dúvida do teu valor ou do teu merecimento? Em algum momento você ouviu dizer que elas fazem o melhor que sabem e é ali nesse momento. que você precisa se abraçar, como não conseguiu até então. Afinal, ficar preso nas limitações dos outros não é uma boa alternativa.
Amplie o seu olhar...veja além, entenda muito mais do que já entendeu. Compreender o de dentro para organizar o de fora, é um bom início.
Como se desenha essa escuta? Pode ser no silêncio, no olhar, na acolhida sem nada dizer. Veja o que não é dito, o que é sentido, o que se faz presente nas lacunas do existir...
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