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Delegado esclarece caso de bebê encontrado em mochila em Carlos Barbosa

por João Paulo Deluca

Perícia revela que criança nasceu com vida

O delegado Clóvis Rodrigues de Souza, titular de Garibaldi está respondendo desde março deste ano como substituto na delegacia de Carlos Barbosa e, na tarde desta quarta-feira, dia 28 de agosto, às 14h, falou em coletiva aos meios de comunicação sobre a conclusão do inquérito que investigava a localização do corpo de um bebê em Carlos Barbosa e sobre um tecido encontrado em maio também deste ano, em Garibaldi, no bairro Chácaras. No caso de Garibaldi, o delegado Clóvis explicou que conforme perícia o tecido não era humano, e sim parte de corpo gástrico de um animal.

O caso que tomou bastante tempo da investigação e que o delegado apresentou passo a passo do inquérito foi o caso do corpo de um bebê do sexo masculino, encontrado nos fundos de uma residência na rua Marau, bairro Vila Nova, em Carlos Barbosa, no dia 9 de janeiro deste ano, em decomposição. Recentemente a equipe do delegado Clóvis esteve em Santa Catarina para cumprir dois mandados de prisão, chegando na identificação da gestante e do pai da criança.

De acordo com o delegado a gestante de 24 anos identificada pelas iniciais E.P.S, natural de Uruguaiana e que estava morando em Carlos Barbosa alegou que abortou em julho de 2018 e o pai teria enterrado a criança que havia nascido morta. No entanto,  a perícia constatou  que a criança após uma gestação de cerca de oito meses, nasceu com vida.

Quem colocou a criança enrolada na roupa da mãe e numa mochila, foi o pai - identificado pelas iniciais E.F.S de 28 anos de idade, de São Lourenço do Oeste, Santa Catarina. O pai inclusive, no início deste ano estava preso. Ainda conforme a perícia o bebê tinha uma série de traumatismo no corpo, o que entende o delegado que foi em função de atritos pela passagem de pessoas no terreno onde estava a mochila, debaixo de algumas vegetações e tábuas.

Como a criança nasceu com vida, os policiais registraram o óbito com o nome de Ângelo de Deus para sepultamento. Ainda conforme o delegado, foi difícil identificar a gestante, pois ela não procurou atendimento médico durante a gestação, nem mesmo após o aborto em que relatou ter ingerido três comprimidos abortivos. A investigação chegou até a sua pessoa, porque ela havia dado um depoimento em outra ocasião e indicou que era gestante.

O terreno em que foi abandonada a mochila fica atrás da casa do avô paterno da criança. O delegado e a própria perícia acreditam que pelo fato do feto estar envolvo de roupas e por não estar em contato direto com a terra atrasou a decomposição, que conforme depoimento estava há seis meses no local até a sua localização. Mas para ter a certeza, foi realizado DNA do sangue da mãe com o material coletado do corpo do bebê, o que comprovou a maternidade.

Os dois deverão ser indiciados por crimes de aborto, no caso da mulher, cuja pena é detenção de um a três anos e o homem por praticar aborto na forma de co-autoria tem a pena de um a três anos e ocultação de cadáver a pena é de um a três anos de detenção e multa.

 

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