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“Foi difícil. Eu andava nas ruas, e queriam me culpar.” Diz Rodrigo Winques, pai de Rafael – Rádio Sarandi

por José Leal de Oliveira
Foto: Rádio Sarandi

Rodrigo Winques, pai do menino Rafael Mateus Winques de 11 anos, encontrado morto na tarde de ontem, 25 de maio, próximo da sua residência em Planalto, falou com a equipe de jornalismo da Rádio Sarandi AM, na manhã desta terça-feira (26). Ele explica que os familiares de seu filho ligaram para ele na manhã de sexta-feira, dia 15 de maio, informando que Rafael havia desaparecido. Ele diz que à princípio não acreditou no fato. Porém, no dia seguinte, com o auxílio de um amigo que o levou de carro até Planalto, tentou auxiliar nas buscas de seu filho. “Me ligaram avisando que Rafael havia desaparecido. Me ligaram com o celular do guri. A princípio não levei em conta. mas vi que era sério e vim pra cá.” Afirma Rodrigo.

O último contato entre pai e filho foi em torno do dia 05 de maio. O contato via WhatsApp, teria sido algo muito breve, como sempre. Segundo ele, a mãe de Rafael não gostava que eles mantivessem contato. “Ele nunca falou sobre maus tratos. Era tudo muito breve. Oi, Bom dia, como está. Pois ela (mãe) não gostava que falasse comigo”. Afirma ele.

Rodrigo relata que desde que chegou em Planalto encarou a desconfiança de muitas pessoas. Ele afirma que questionou Alexandra Dougokenki, mãe de Rafael e assassina confessa, sobre uma possível participação dela no desaparecimento do menino. “Foi difícil. Eu andava nas ruas, e queriam me culpar. Eu vim de lá com a ideia que não estava certo. No domingo eu disse pra ela – Se você tem o menino escondido, então dá (ele) pra mim se está atrapalhando você. – Ela disse – Não está escondido” conta ele.

Rodrigo Oliveira, amigo do pai de Rafael, o auxiliou desde o primeiro dia, levando-o até o município de Planalto e ajudando nas buscas do menino. Ele explica que reside em Flores da Cunha e foi até Bento Gonçalves buscar o amigo Rodrigo Winques e o levou até Planalto. “Eu recebi uma ligação dele (Rodrigo)pedindo para trazer. Como dizer não?”. Ele explica que ao chagarem em Planalto foram mal recebidos pelos familiares de Alexandra, que até acusaram o pai de Rafael de ter participação no desaparecimento do menino.

Rodrigo Oliveira também questiona a postura da polícia ao abordá-los em Planalto. Segundo ele, ao chegarem ao município, foram à uma padaria tomar café, e a polícia os tirou nós de dentro do estabelecimento de forma muito ríspida. “Revistaram nós e o carro, pediram sobre armas, de onde tínhamos saído, que horas saímos, e onde passamos. Questionaram até meus documentos do carro. Se eu me desloquei lá de Flores da Cunha, será que eu seria tão irresponsável de ter arma ou documentos atrasados?” Afirma ele. Emocionado, Rodrigo Oliveira, demonstra indignação sobre o fato de ter sido abordado como suspeito, e, chorando, fala sobre como ele e o amigo Rodrigo Winques vivenciaram toda esta situação “É muito triste. Porque a gente não quer isso. Eu tenho uma filha, e qualquer um se comove. Só se não tem coração pra não se comover. Eu voltei pra casa, mas a gente estava em contato por telefone a toda hora.” Finaliza ele.  

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