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Consultor rural fala deste calorão e dá dicas para produtores

por Central de Conteúdos da Rádio Garibaldi

Vitor Baldasso orienta como fazer a poda nas parreiras

Foto: João Paulo Deluca

O consultor da VittaBal Consultoria Rural, Vitor Baldasso, apresentou um estudo para que os agricultores não tenham prejuízos em sua produção de uva. Ele participou no programa Comando Geral pela Rádio Garibaldi, na manhã de quinta-feira,  25/04, oportunidade em que falou deste calorão fora de época, um outono quente, fora dos padrões, com temperaturas máximas na faixa dos 30 graus. Também participou da entrevista o presidente do Sindicato da Agricultura Familiar de Garibaldi, Boa Vista do Sul e Coronel Pilar, Luciano Rebelatto.

Vitor diz que há mais de 10 anos vem realizando estudos com o objetivo de auxiliar o agricultor para que em seu trabalho tenha sustentabilidade em sua propriedade com qualidade e redução de custo. O objetivo, segundo Rebelatto, também é incentivar o agricultor a reduzir o uso de agrotóxicos na produção de uva e outras frutas.

Sobre as condições do tempo, conforme o prognóstico apresentado por Baldasso, as frentes frias que virão a partir de maio (serão duas a três por mês) serão curtas em sequências de dias, mas acredita ser suficiente para a parreira que necessita de uma determinada quantidade de frio.

Segundo Baldasso, as uvas americanas que são cultivadas em maior quantidade na região precisam de 50 horas de frio abaixo de 7graus ou de 150 a 160h em 10 graus para contemplar a sua necessidade fisiológica para produzir brotos.

Ele orienta como fazer a poda de outono, observando os dias certos conforme calendário elaborado por ele e que está à disposição dos agricultores no Sindicato Rural, porque o prognóstico é de que em setembro, ocorram ondas de frio.

Acompanhe a manifestação em escute a notícia

O Brasil já é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, de acordo com dados estatísticos. Em média, os brasileiros consomem 10 quilos de agrotóxico por ano. A meta do consultor é convencer 50% dos produtores rurais a adotarem um novo sistema de produção, mais natural, sem uso de tantos defensivos.

Baldasso projeta que com uma redução em 20% no uso de produtos químicos, os produtores economizarão cerca de R$ 2 milhões de reais numa produção. Por outro lado, diminuirão também os gastos com saúde entre os próprios produtores.

Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério da Saúde revelam o crescimento do número de mortes e intoxicações envolvendo defensivos agrícolas no Brasil. Em 2017 foram registrados 4.003 casos de intoxicação por exposição a agrotóxicos em todo o país, quase 11 por dia. Em uma década, a estatística praticamente dobrou. Foram 2.093 casos em 2007. No ano passado, 164 pessoas morreram após entrar em contato com o veneno e 157 ficaram incapacitadas para o trabalho, sem contar intoxicações que evoluíram para doenças crônicas como câncer.


 

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio Garibaldi

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