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Advogada fala sobre a desinformação e o medo das mulheres em denunciar a violência que sofrem

Baixar Áudio por Leticia Nunes

Registros policiais de violência contra a mulher tem aumentado em Soledade e região

Advogada Felipa Ferronato dos Santos.
Foto: Rodolfo Tatim/Tua Rádio Cristal.

Foram em torno de 8 casos de violência contra a mulher, registrados no último final de semana na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Soledade. Casos estes ocorridos tanto no município, como na região.

Nesse sentido, é que é cabível refletirmos: quais as causas destes fatos? Para compreendermos um pouco melhor, o que há por trás destas situações, a advogada Felipa Ferronato dos Santos, presidente da Comissão da Mulher Advogada, da OAB Subseção de Soledade, explica. “O número de violência contra a mulher que chega no órgão policial é muito inferior ao número da realidade dos casos que realmente existem”.

Para a advogada, a sociedade machista ao longo dos anos procurou inferiorizar a mulher, sendo este um dos fatores desencadeantes deste aumento no número de casos.

Além disso, Felipa comenta que as demais causas estão voltadas ao medo de se afastar do cônjuge, que geralmente é o autor da agressão tanto física, como moral e psicológica.

 “Uma mulher consciente, é uma mulher empoderada e tem mais condições de sair de uma situação de violência, mas claro que há todo um envolvimento afetivo quanto à sua família e de dependência econômica, pois a mulher ainda gosta de seu companheiro e muitas vezes depende financeiramente dele, o que faz a violência se arrastar por muitos anos”, ressalta Felipa.

A presidente ainda relata que a única forma de uma mulher vítima de violência sair da situação a qual enfrenta é por meio da informação. “A Comissão da Mulher Advogada, da OAB Subseção de Soledade, faz questão de informar a mulher sobre os seus direitos, para que ela saiba que existe a Lei Maria da Penha para protege-la, saber que pode registrar ocorrência e pedir o afastamento do agressor do lar, estas são formas de a mulher sair desta situação de risco”.

Por último, Felipa frisa que o quanto antes a mulher tomar consciência de seus direitos e se afastar do risco que corre, mais cedo poderá se libertar de ser uma possível vítima de feminicídio.

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