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Após caso chocar a região, como prevenir e identificar casos de abuso sexual de crianças e adolescentes

Baixar Áudio por Nayam Franco

Maioria dos casos acontece dentro do ambiente familiar; comunicação é a melhor arma

Luciana e Camila falaram sobre o assunto
Foto: Letícia Nunes/Tua Rádio Cristal

Após um padrasto ter confessado abusar sexualmente de uma criança de 8 anos em Soledade, a comunidade regional se revoltou com o caso. Ao ser trazido a tona após um flagrante da Brigada Militar que prendeu o homem de 32 anos e que foi encaminhado para o Presídio Estadual de Soledade, o assunto volta a ser tema de discussões.

Para falar sobre esse caso com especialistas em atendimentos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade após crimes dessa natureza, a Tua Rádio Cristal recebeu a assistente social Luciana Knopf do Amaral e a psicóloga Camila Lando da Silva, ambas do Centro de Referência Especializada em Assistência Social de Soledade.

Para Luciana, ao se falar de violência sexual, sempre gera uma grande repercussão e existe inúmeras manifestações de todos, mas é necessário que se discuta com consciência essas questões.

"É sempre muito importante discutirmos sobre violência sexual, até porque não tem como superarmos sem que falemos sobre o assunto", informou.

Ela ainda explicou que a diferença quando se fala de violação dos direitos sexuais por abuso ou por exploração sexual através de um agressor. "Abuso é pela satisfação prazerosa por parte do agressor e exploração é através de lucro ou troca", explicou.

Segundo a assistente social, também é importante desmistificar a ideia de que só ocorre a violência sexual com, propriamente dito o com ato sexual. No entanto, a violação vai para além da conjunção carnal, como o toque, o erguer roupa, colocar no colo com segundas intenções, pedir fotos, tudo isso já é violência sexual sem que haja necessariamente uma conjunção carnal.

Já a psicóloga Camila, ao falar sobre os sinais apresentados pelas crianças e adolescentes, ponderou que por se tratar de seres humanos, é importante ter em mente que somos seres plurais, complexos e reagimos de forma diferente, em relação à violência sexual, tem que considerar que as vítimas podem responder aos casos de forma singular, por se tratarem de crianças e adolescentes estão se desenvolvendo.

"Apenas 30% dos casos existe evidência física, que são sinais mais claros, mas como é um índice pequeno, é interessante que nós enquanto sociedade possamos estar atentos a alguns sinais, comportamentos, que não está bem com essa criança ou adolescente", contou.

Segundo ela, não se pode exemplificar todos os tipos, pois varia de pessoa para pessoa. Mas alguns sinais podem demonstrados na maioria das vezes como por exemplo algumas mudanças bruscas de comportamento, que não tem causa ou explicação aparente; perda de apetite; questões relacionadas ao sono como terror noturno, pesadelos; medos inexplicáveis de pessoas ou lugares; apatia; afastamento social, dificuldade de interação social; nas crianças perdas de hábitos de brincadeira; comportamentos agressivos; voltar a chupar o dedo, voltar a fazer xixi na cama, mesmo depois de anos sem ter feito; evasão escolar; comportamentos mais erotizados, começando a apresentar um comportamento sexual que não se espera na fase de desenvolvimento em que está, são alguns exemplos.

Luciana informou ainda que quando se fala em violência sexual, a grande maioria dos casos acontece dentro do ambiente familiar, são pessoas do convívio, já que a violência sexual não ter cor, não tem raça, não tem gênero.

 "Muitas vezes se ensina a não deixar que estranhos tenham mais intimidade e façam isso, mas não os mais próximos. Por isso é importante a comunicação", reforçou.

Já Camila finalizou falando sobre a prevenção. "Precisamos construir uma cultura de prevenção, a informação é uma aliada, precisamos trabalhar para nossa sensibilização. Falar com as crianças sobre educação sexual e isso não é falar sobre sexo, ela engloba muitas coisas, vou falar sobre prevenção, orientação, cuidado com o corpo, desde pequena a criança já pode aprender as partes do corpo, falar pra ela não permitir certas violações dessas partes e comunicar", destacou.

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