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Juiz de Soledade José Pedro Guimarães afirma que ainda há muitas dúvidas no caso Paula Perin Portes

Baixar Áudio por Nayam Franco

Juiz comentou sobre decisão de substituir a prisão temporária por medidas cautelares de suspeitos

Foto: Paulinho Paes/Tua Rádio Cristal

O desaparecimento de Paula Chaiane Perin Portes, 18 anos, completará um mês nesta sexta-feira, 10/07. No dia 10 de junho Paula foi vista pela última vez e desde então é tida como desaparecida. Para a Polícia Civil, o caso trata-se de um homicídio seguido de ocultação de cadáver.

Três homens foram presos temporariamente e um segue foragido. Os quatros, somados a um quinto, teriam envolvimento no desaparecimento de Paula, segundo a Polícia Civil, que investiga o caso. O foragido teve prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário de Soledade.

Nesta quinta-feira, 09/07, o juiz de Direito de Soledade, José Pedro Guimarães, esteve na Tua Rádio Cristal e falou sobre o caso Paula e afirmou que torce pelo encontro da vítima ainda com vida, mas que possui muitas dúvidas sobre o caso.

"É um caso que nos causa bastante apreensão. Precisamos destacar a ação dos policiais civis, Ministério público que com muita dedicação vem trabalhado para que nós tenhamos esclarecido esse caso. Torcemos para o encontro da vítima com vida, esse é o principal objetivo dos órgãos de segurança pública neste momento", comentou José Pedro sobre o caso.

Quanto ao papel do Poder Judiciário, José Pedro Guimarães que, recentemente, soltou os presos temporariamente substituindo a prisão por medidas cautelares, informou que seu papel é manter os direitos individuais de todos.

"Evidentemente que, quando há um caso dessa magnitude, há essa discussão ou limitações de direitos individuais que aí sim o Poder Judiciário tem que preservá-los, temos que ter muitos cuidados com a produção de provas quando limita os direitos individuais, até para que elas não atrapalhem o processo futuramente", informou.

Sobre a decisão de soltura dos suspeitos e a prisão preventiva decretada por ele para um dos envolvidos que segue foragido da justiça, José Pedro informou que ainda há muitas dúvidas nesse caso.

"Já foram determinadas algumas  medidas de cunho restritivo que estão em curso, os resultados ainda não vieram e por isso que houve a minha decisão de primeiro, diante das dúvidas, sabermos se temos um homicídio ou não; esperamos que não, temos que ter toda essa esperança de que essa menina esteja viva, mas numa hipótese de que ela esteja morta, nós temos uma dúvida de participação ou coautoria dos prováveis suspeitos, não há nada concreto, de modo que estamos procurando provas para esclarecer o caso e aí as autoridades estão trabalhando dia a dia para isso", ressaltou José Pedro.

Em relação às dúvidas, José Pedro informou que para que possam ser solucionadas algumas medidas foram tomadas a fim de ajudar a investigação.

"Diante dessas dúvidas nós precisamos ter essa medidas restritivas que vão, talvez, contribuir para ter subsídios, provas mais concretas na investigação, para se ter certeza de quem esteve lá onde a vítima foi vista. Nós temos de modo inequívoco de que havia duas pessoas com ela, a principal pessoa que ela se relacionava, virtualmente, que está foragida, inclusive eu decretei a prisão preventiva dele. Mesmo que nós não tenhamos a certeza de viva ou morta e dos outros que lá estiveram. Nós temos ainda, pelo menos eu pessoalmente, eu não tenho se quer algo mais concreto de quais pessoas efetivamente estiveram lá e do que fizeram, se quando estiveram a vítima estava consciente ou não. Por isso ainda temos muitas dúvidas", finalizou.

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