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Adolescente que matou o sogro em Ibirapuitã alega legítima defesa; polícia acredita que crime foi planejado

por Nayam Franco

Segundo a Polícia Civil, alguns pontos da investigação contradizem depoimentos dados pelos acusados, filha e genro da vítima

Foto: Divulgação

A defesa do jovem de 17 anos, principal suspeito do homicídio de Darci Doehrings Ritter, o apresentou na Delegacia de Polícia de Soledade nesta terça-feira, 02/03. O crime aconteceu na sexta-feira, 26/02, quando no final da madrugada, Darci foi atingido por golpes de faca no bairro Jardim, em Ibirapuitã.

Em depoimento prestado à polícia, o jovem, que é genro da vítima, confessou a autoria do crime, mas informou que agiu em legítima defesa após seu sogro ter pego uma faca e entrado em luta corporal com ele.

A advogada do acusado, Salete Canello, em entrevista realizada para a Tua Rádio Cristal, o jovem foi ouvido junto de sua mãe e após foi liberado. Nesse depoimento, o jovem de 17 anos contou que a sua namorada, filha da vítima, de 14 anos, estava incomodada com o pai por ele estar solicitando para que ela voltasse para casa, visto que ela residia com a família do namorado.

O relato da vítima em depoimento para a Polícia Civil é de que eles foram passear com o cachorro e que o jovem entrou na casa para conversar e pedir para que o pai da adolescente a deixasse em paz, no entanto, eles teriam começado a discutir e o sogro teria pego uma faca e partido para cima do genro. Eles teriam entrado em luta corporal, o jovem retirou a arma branca das mãos do sogro e desferiu golpes que acabaram o matando.

"Logo após, o jovem saiu correndo assustado, foragindo em local incerto e ao longo do final de semana, os familiares conseguiram contato com ele foram orientados pela defesa para que ele se apresentasse à polícia", contou Salete.

Para a delegada Fabiane Bittencourt, responsável pela investigação, por diversos fatores e contradições no depoimento da adolescente de 14 anos e do jovem de 17, o entendimento da Polícia Civil é outro: não houve legítima defesa.

"O próprio fato de terem ido durante a madrugada na casa da vítima, tanto o autor quanto a namorada, já tinham o intuito de cometer o crime, por isso não houve legítima defesa, foi um crime planejado e premeditado", revelou Fabiane.

A delegada informou que, um exemplo das contradições, é o fato da porta da casa da vítima ter sido arrombada. "No depoimento o suspeito disse que a vítima teria dado um chute na porta durante um desentendimento entre eles, mas a gente entende que o indivíduo já chegou arrombando a porta", revelou.

Outro indicativo apontado pela delegada é que, no depoimento da vítima e namorada do autor, ela informou que teria tido um surto e que ela tinha muita vontade de matar alguém, uma alegação muito forte e que a coloca como coautora desse fato, pela influência intelectual.

A delegada ainda falou sobre um dos principais fatores que indicam a não existência da legítima defesa: a quantidade de golpes desferidos contra a vítima. "Se fosse uma legítima defesa, ele teria dado um único golpe, dois no máximo e corrido, mas foram diversos golpes efetivados, demonstrando uma vontade de matar", contou a delegada. Segundo a perícia feita no local, a vítima teria sido atingida na nuca, quando já estava caída de bruços.

Para a delegada, a filha da vítima teve participação no caso e é apontada como coautora. A adolescente de 14 anos fez uma denúncia que tinha sido violentada sexualmente pelo pai e um inquérito foi instaurado, mas ficou concluído que não houve a ocorrência de estupro.

"Para a Polícia Civil, o pai impedia o namoro e não queria porque ela tinha 13 anos, passou a ter essas desavenças e o namorado dela acabou induzido por ela praticando o crime. Ela pode ser coautora do crime por participação intelectual, ela não segurou a faca e desferiu os golpes, mas ela influenciou o indivíduo que executou a ação criminosa", concluiu a delegada.

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio Cristal

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