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Polícia Civil inaugura espaços para depoimento de crianças vítimas de violência em Casca

por Eduardo Cover Godinho
Autoridades presentes no evento em Casca
Foto: Polícia Civil

Na manhã desta terça-feira, dia 23, foi inaugurado o Núcleo de Mediação de Conflitos da Delegacia de Polícia de Casca e a sala para realização de depoimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. O núcleo da delegacia irá atender, também, as cidades de São Domingos do Sul, Santo Antônio de Palma e Vanine.

O Projeto Mediar foi transformado em programa da Polícia Civil, através da Portaria 168/2014 da Chefia de Polícia, com o objetivo de avançar nos ideais de mediação não punitivas, sendo contraponto da Justiça Retributiva. A técnica deste processo nada mais é do que a aplicação do apaziguamento em conflitos, controvérsias e problemas, adequando-se assim, a uma tendência mundial, decorrente da evolução da cultura de participação, do diálogo e do consenso.

O Projeto na Delegacia de Casca conta com uma sala própria, com equipamentos para realização de depoimentos de crianças e adolescentes vítimas de violência domésticas, além de uma viatura exclusiva.

Segundo o delegado Venicios Demartini, a mediação é uma ferramenta de resgate de protagonismo de cada cidadão, onde as partes são chamadas a dialogar e a encontrar uma solução para a resolução definitiva de seu problema.

"Existe uma intervenção inicial do agente estatal, neste modelo um policial civil, todavia, a solução final da demanda é alcançada pelo diálogo mantido entre as partes contrapostas, que são encorajadas e empoderadas para serem protagonistas da própria história", salientou o delegado.

O Chefe de Polícia, delegado Emerson Wendt, salientou que, no programa, as pessoas que passam pelo projeto de autocomposiçao reduzem a judicialização dos problemas que envolvem a sociedade, evitando-se que estes crimes evoluam para crimes de maior violência.

Para delegada Sabrina Deffente, gerente do Programa Mediar, o objetivo do mediar é aproximar as pessoas.

"Os princípios da justiça restaurativa devem ser utilizados pela polícia judiciária na busca do não agravamento dos conflitos, quebrando assim, o paradigma de uma polícia meramente repressora e atingindo também o ideal mais sublime, o de garantidor de direitos humanos", relatou a delegada.

De acordo com o Diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Fernando Sodré, o projeto traz redução da criminalidade e a pacificação social, refletindo em outros órgãos como o judiciário, defensoria pública e promotoria.

Além do Chefe de Polícia, estiveram presentes o Diretor do DPI, delegado Fernando Sodré; Delegado da 6ª Delegacia de Polícia Regional do Interior, Adroaldo Schenkel; Representando a Associação dos Delegados de Polícia do RS, delegado Diogo Ferreira; Delegado titular de Casca, Venicius Ildo Demartini; Presidente da Câmara de Vereadores de Casca, Vereador Douglas Lorenzet Reginato; Diretora do Fórum, Juíza Mariana Machado Pacheco; Defensora Pública de Casca, Dra Caroline Picolli Rodolfo; Prefeito de São Domingos do Sul, Fernando Perin; Presidente da Câmara de Vereadores de São Domingos do Sul, Vereador Juiclei Tramontina; Prefeito de Vanini; Flávio Gabriel da Silva; Comandante da Brigada Militar de Casca, Primeiro Sargento Oseias Silveira Dornelles; Comandante da Polícia Rodoviária Estadual de Casca, Terceiro Sargento Ernane Neckel Guedes; Presidente do Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública, Mariana Tonial Radin; e o Chefe de Gabinete da Prefeitura de Casca, Edvaldo Kuiava.

Central de Conteúdo Unidade Rede Scalabriniana

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