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Abatedouro clandestino é localizado em Dois Lajeados

por Eduardo Cover Godinho

Polícia Civil e Arpa cumpriram mandado de busca e apreensão na Linha Emília

A Associação Rio Grandense de Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais (Arpa), através do fiscal Jorge Acco, juntamente com policiais civis da Delegacia de Polícia (DP) de Guaporé e fiscais das Inspetorias de Defesa Agropecuária (IDA) de Guaporé, Farroupilha e Bento Gonçalves, localizaram em Dois Lajeados um abatedouro clandestino em uma propriedade na zona rural. A ação aconteceu no final da tarde da quinta-feira, dia 9, na Linha Emília. Foram apreendidos ganchos, balanças, carnes, salames, animais abatidos (inhambu, tico tico, canários da terra), uma espingarda sem registro, redes e tarrafas.

“Apreendemos também produtos de origem animal que eram fabricados no local e revendidos no comércio de toda a região. É bom frisar que a questão sanitária é de fundamental importância para a saúde e isso não estava sendo respeitado nesse abatedouro clandestino em Dois Lajeados”, disse o fiscal da Arpa.

Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, expedido pelo Poder Judiciário da Comarca de Guaporé, os agentes encontraram uma arma e prenderam por porte de uso permitido em flagrante o proprietário do imóvel L.A.D. Ele estava com uma espingarda CRC, Cal 9.1 (40), com cano para cartucho 36. Além da arma foram encontrados dois cartuchos de metal Cal 36 e 13 estojos plásticos Cal 36. O produtor rural foi encaminhado para a DP Guaporé onde houve a lavratura do flagrante de posse irregular de arma de fogo permitida. Após, como o crime é afiançável, o Delegado Tiago Lopes de Albuquerque arbitrou a fiança no valor de R$ 500,00, sendo que L.A.D. pagou e foi liberado.

O fiscal da Arpa fez um alerta aos agricultores da região para que busquem informações com os Poderes Públicos Municipais e órgãos competentes para que possam comercializar produtos em conformidade com as normas sanitárias e dentro da lei.

“Existe um descontrole na fiscalização dos produtores rurais por parte dos Municípios. Os fiscais e secretários têm que estar mais presentes e exigir que se cumpram as leis. Eles podem e tem a obrigação de informar quais os caminhos que os agricultores devem fazer para não prejudicar a saúde das pessoas com a comercialização de produtos de origem animal sem a higiene adequada durante o abate e seu preparo”, salientou.

Além do registro na Polícia Civil, o produtor rural responderá pelo crime ambiental.

Central de Conteúdo Unidade Rede Scalabriniana

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