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Guaporé destaca-se no Atlas dos Municípios da Mata Atlântica

por Eduardo Cover Godinho

Entre os anos de 2014 e 2015, segundo publicação, não houve desmatamento da mata nativa. Muçum e União da Serra foram os que mais desmataram no Estado

Mata Atlântica Guaporé

A Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) tornaram disponíveis, na sexta-feira, dia 2 de dezembro, a atualização do Atlas dos Municípios da Mata Atlântica. A publicação, de abrangência nacional, traz um balanço de quais estados e municípios têm dado o devido valor à preservação das florestas nativas e do meio ambiente. A situação dos remanescentes florestais e seus ecossistemas são avaliados em 3.429 cidades abrangidos pelo mapa de aplicação da Lei da Mata Atlântica. O levantamento, que analisou dados de 2014 e 2015, aponta que Guaporé não registrou desmatamento na sua área nativa. Por outro lado, três municípios filhos da “Capital da Hospitalidade”, Muçum, União da Serra e Casca, destacaram-se negativamente.

Segundo o Atlas, a área existente de Mata Atlântica em Guaporé é de 6.526 hectares, equivalente a 350 estádios do Maracanã. A representatividade é de 21,92% do total do município. A cidade tem 297,66 Km2 e uma área de 130,52 Km2 de mata atlântica, segundo números de 2015. A maior concentração da vegetação nativa está localizada nos fundos do Cristo Redentor, Distrito de Colombo, Linha Segunda e na Comunidade Santo Antônio (Linhas Sétima e Oitava).

“Não tivemos desmatamento nestes dois últimos anos, pelo menos é o que informou a respeitada publicação. É uma notícia excelente para nós que estamos envolvidos diretamente com o Meio Ambiente. Esperamos que a comunidade, principalmente o homem do campo, continue tendo respeito com o seu habitat, pois a natureza é bela e rica em Guaporé. Que nas próximas edições do Atlas da Mata Atlântica continuemos a apresentar dados positivos do nosso bioma”, destacou Gabriel Sartori, secretário do meio ambiente.

Sartori salienta que na publicação com dados de 2013, a comunidade guaporense foi surpreendida por ser uma das que mais havia desmatado no Rio Grande do Sul. Na oportunidade, segundo o Atlas, foram 17,63 hectares desmatados. Na década, o número de área desmatada chega a 67,26 ha, com destaque para o ano de 2008 quando houve o desmatamento de 41,85 ha.

 

Região

Conforme levantamento, o município de Muçum foi o que mais desmatou no Rio Grande do Sul entre os anos de 2014 e 2015. Houve a eliminação de 16 hectares de floresta nativa. Outro que destacou-se negativamente foi União da Serra com 13 ha. Casca, com nove ha, também está entre os 10 que mais desmataram em solo gaúcho. Os números divulgados são dos anos de 2014 e 2015. No sentido inverso, São José dos Ausentes foi a cidade que mais conservou o seu bioma, com 60,8% do total natural preservado.

Central de Conteúdo Unidade Rede Scalabriniana

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