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ECOPAZ investe no projeto de Alternativas à Violência

por Eduardo Cover Godinho

Oficinas foram realizadas no Centro Taborin, espaço cedido pelos Irmãos da Sagrada Família em Passo Fundo

Projeto está sendo implementado no meio acadêmico e junto à comunidade regional
Foto: Divulgação

O feriado de Tiradentes foi escolhido para dar continuidade à formação de facilitadores do Projeto de Alternativas à Violência (PAV), que a ECOPAZ, em parceria com o Observatório da Juventude da UPF e o apoio do Serpaz (São Leopoldo), vem implementando no meio acadêmico e junto à comunidade regional. Participaram das Oficinas Avançadas professores e funcionários da Universidade de Passo Fundo (UPF), além de acadêmicos dos cursos de Psicologia, Serviço Social, Pedagogia, Design de Modas, Artes Visuais, Nutrição, Direito, Filosofia, Teologia, Administração, História e Música. Também profissionais que atuam em Gestão pública e de Instituições filantrópicas, na área da Psicologia, Advocacia, além de professores e funcionários de escolas públicas.

 “Vivenciar o PAV permite aprofundar-se no auto-conhecimento, ampliar a consciência sobre si mesmo e focar a atenção no momento presente, trabalhando-se individual e coletivamente para realizar os propósitos de vida, com leveza, gratidão e amor”, disse a Dra. Renata Dumont P. Lima, que atua como Juíza da Comarca de Guaporé.

As oficinas foram realizadas de 21 a 23 de abril no Centro Taborin, espaço cedido pelos Irmãos da Sagrada Família. Conforme o integrante do Observatório da Juventude (cátedra da Unesco-UPF), professor Silvio Antônio Bedin, participaram do evento 45 pessoas vindas de diversas cidades do Estado, como São Leopoldo, Canoas, Ibiraiaras, Vila Maria, Ciríaco, Porto Alegre e Passo Fundo. De Guaporé participaram dezoito pessoas.

 

O que é o PAV?

O Projeto de Alternativas à Violência (PAV) integra um programa de formação para habilitação dos participantes para que possam lidar de forma criativa com situações potencialmente violentas. É centrado no desenvolvimento da multidimensionalidade humana, que estimula o florescimento dos potenciais subjetivos da autoestima, confiança e cuidado de si. Incidindo na constituição de vínculos afetivos relacionais, contribuindo pra criar comunidades de acolhida, confiança e colaboração. “O PAV é um caminho que possibilita a auto-reflexão interior, que faz aflorar emoções em busca da pura existência, no contexto dos conflitos existenciais humanos. Ajuda-nos a compreender quem somos e como agir, convencendo-nos que cada ser humano é uma caixa de segredos a ser desvendada”, afirmou Flávio Borba, que atua na Secretaria Municipal de Assistência Social de Guaporé.

O projeto é desenvolvido em forma de oficinas, de diferentes modalidades, aplicadas com pequenos grupos, de forma a facilitar a integração e capacitação dos participantes, em um processo contínuo de formação. As oficinas são conduzidas por facilitadores treinados e são vivenciadas de forma reflexiva. De acordo com o professor Bedin, elas valorizam e estimulam a partilha das experiências dos participantes.

“São realizadas discussões, exercícios interativos, jogos e sociodramas para compreender as maneiras como reagimos a situações onde injustiça, preconceito, frustração e raiva possam levar a comportamentos agressivos e violentos. As oficinas conduzem os participantes a lidar eficazmente com situações perigosas e de risco, com sentimentos fortes como o medo e a raiva, a se comunicar de forma construtiva e afetiva”, explicou.

A qualificação leva à construção de boas relações, compreendendo a origem dos conflitos para que cada ser possa descobrir seu potencial na resolução de conflitos.

“O PAV propõe o questionamento sobre como agimos e porque agimos de determinadas maneiras. É importante para a resolução dos conflitos a reflexão sobre o “eu”, como sou/estou diante de algo que possa me provocar uma ação violenta. E é na descoberta de quais são os nossos gatilhos que conseguimos visualizar como mudar a nossa percepção sobre os conflitos e principalmente sobre nós mesmos”, disse Jéssica Parisotto, atual coordenadora da ECOPAZ.

Para o prof. Bedin, a ECOPAZ e o Observatório da Juventude “acreditam que ao investir em processos formativos de capacitação teórica e metodológica, estão contribuindo com a busca de soluções mais duradouras na prevenção das violências. Afinal, como se aprende a ser violento, pode-se também aprender a conviver com respeito e dignidade, e que a educação é uma arma poderosa que pode contribuir com esta finalidade”.

Central de Conteúdo Unidade Rede Scalabriniana

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