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Guaporé registra crescimento nos registros de carteira assinada

por Eduardo Cover Godinho

No mês de abril, segundo o Observatório do Trabalho da UCS, foram criados 47 novos vínculos

Três, dos quatro meses do ano, foram de dados estatísticos positivos para aqueles que entraram 2017 desempregados e com poucas perspectivas de conseguir alguma atividade formal em estabelecimentos comerciais, indústrias, setor primário, serviços ou em algum órgão público. O Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) publicou, na metade do mês de maio, os dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de abril. As informações, compiladas pelo Núcleo de Inovação e Desenvolvimento (Observatório do Trabalho) da Universidade de Caxias do Sul, mostram que houve crescimento no número de pessoas com carteira assinada em Guaporé no quarto mês do ano.

Pelo segundo mês consecutivo, os empresários contrataram mais pessoas do que demitiram. Os dados destacam apenas as contratações e demissões formais, ou seja, aquelas que todo o processo passa pelos órgãos reguladores do Governo Federal. Não contabilizam números da informalidade/ilegalidade, como por exemplo, a contratação de um trabalhador por um determinado período sem que sua carteira seja devidamente assinada. No mês de abril, segundo a publicação, foram abertos 47 postos de trabalho em Guaporé. O setor que mais abriu foi o da Indústria de Transformação, com 25 novos vínculos, seguido pelos Serviços, com 11 novas vagas. Nenhum setor fechou postos de trabalho no período. O saldo acumulado no ano entre admissões e desligamentos é de 122 vínculos abertos.

“Nós estamos parando de piorar e a retomada está sendo gradativa no município de Guaporé e outros de nossa abrangência. O mais importante é que o crescimento no emprego está ligado a um dos setores mais importantes que é o da Indústria da Transformação. Esse setor foi o mais afetado com a crise e o fechamento de postos de trabalho em 2016. É óbvio que ficamos preocupados quando analisamos em Guaporé a construção civil e o comércio com números nada satisfatórios. Com a retomada da indústria isso impactará diretamente nos demais. É um círculo vicioso, ou seja, quando conseguimos colocar mais pessoas em um setor importante essas irão buscar mais o consumo e isso melhorará a atividade econômica como um todo”, destacou Lodonha Maria Portela Coimbra Soares - coordenadora do Observatório do Trabalho.

Porém, a comemoração momentânea dos analistas congela quando os dados são analisados no período contínuo de 12 meses. O saldo aponta 187 postos de trabalho fechados na cidade. Nesse mesmo período (abril de 2016 até abril de 2017) o setor que mais fechou postos de trabalho foi o da Indústria de Transformação, com 205 vínculos encerrados.

“Apesar do momento nada favorável no Brasil, principalmente o político, a sinalização é que continuamos andando e o ano promete ser positivo. Algumas reformas importantes estão sendo discutidas e colocadas em votação. A expectativa positiva dos agentes econômicos, junto com o mercado internacional favorável, é que impactam para um cenário de crescimento neste e nos próximos anos”, afirmou.

 

Pais e Estado

O crescimento no número de empregados com carteira assinada foi verificado também no Brasil com 59.856 postos abertos. No Rio Grande do Sul os dados foram negativos, segundo o Caged. 3.044 postos foram fechados no solo gaúcho. O setor que contribuiu para a retração foi da agropecuária com mais 2,3 mil demitidos.

Central de Conteúdo Unidade Rede Scalabriniana

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