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Indústrias reagem e contratam mais do que demitem em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Balanço aponta 34 admissões a mais no mês de março, segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED)

Foto: Divulgação

O Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), através do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED), divulgou os dados da empregabilidade no território brasileiro. Os números, apesar do país mostrar sinais de recuperação na economia com a baixa da taxa de juros, do índice da inflação e medidas pontuais em benefício aos empregadores, apresentou números negativos no mês de março e o primeiro trimestre encerrou com mais desligamentos do que admissões. No terceiro mês do ano foram fechados 63.624 postos de trabalho no Brasil. O saldo acumulado no ano é de 64.378 desligamentos. Nos últimos 12 meses, foram fechados 1.090.429 empregos no país.

Na contramão, segundo os dados estatísticos do CAGED, está o Rio Grande do Sul, em especial a região da Serra Gaúcha. No mês de março foram abertos 5.236 postos. No balanço entre admissões e desligamentos em 2017 os empregadores contrataram mais de 24,6 mil trabalhadores. Na região serrana a Universidade de Caxias do Sul (UCS), através do Observatório do Trabalho, divulgou a carta mensal do mercado formal com dados de nove municípios. Destes, cinco apresentaram crescimento no número de pessoas com carteira assinada. Entre eles está Guaporé. Após fevereiro apresentar decréscimo nos vínculos empregatícios, o mês de março, assim como havia ocorrido em janeiro, mostrou que o ano promete ser excelente para quem está fora do mercado de trabalho. Foram 34 postos abertos de trabalho na “Capital da Hospitalidade”.

O único setor que abriu postos de trabalho em Guaporé foi o da Indústria de Transformação, com 45 novos vínculos. Foram admitidos 193 funcionários contra 148 desligados. No período, os setores que mais fecharam postos de trabalho foram o de Serviços, com sete vínculos encerrados, seguido pelo Comércio, com três vagas fechadas. O saldo acumulado no ano entre admissão e desligamento é de 75 vínculos abertos. Nesse mesmo período o setor que mais abriu postos de trabalho foi o da Indústria de Transformação, com 61 novos vínculos.

A Coordenadora do Observatório do Trabalho, professora Lodonha Maria Portela Coimbra Soares, afirma que, diferente do que pensavam os economistas, a retomada começou antes e a expectativa é que o ano seja promissor para os empregadores e colaboradores das mais diversas atividades econômicas.

“Nós estamos recomeçando uma retomada e como a economia não é uma ciência exata, mas social, depende muito do que ocorre no ambiente político. Se continuar desta forma, podemos esperar para 2017 uma melhora na atividade. Acontecendo algo estranho a isso poderá haver oscilação. A nossa expectativa é que a retomada só viesse no segundo semestre, mas ela começou bem antes do previsto pelos mais otimistas economistas brasileiros. Muitos acreditavam que o crescimento se daria a partir de 2018, mas não, estamos vivendo isso agora, o que é uma surpresa. Vamos torcer para que haja continuidade e que possamos apresentar cada vez mais dados positivos”, disse.

Na somatória dos últimos doze meses, o município de Guaporé ainda tem um déficit no balanço de pessoas com carteira assinada no mercado de trabalho. A expectativa, segundo Lodonha, é que até o término de 2017 o quadro seja revertido e a cidade possa voltar a registrar bons índices econômicos e consequentemente sociais.

Central de Conteúdo Unidade Rede Scalabriniana

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