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Olhar humanizado em curso para os candidatos à habilitação para adoção

por Eduardo Cover Godinho

Atividade, que aconteceu na Casa da Cultura reunindo casais que desejam adotar, buscou esclarecer aspectos jurídicos e psicossociais

Juíza Renata conversa com o grupo. Atividade foi realizada em parceria com a equipe multidisciplinar do CRAS de Guaporé
Foto: Divulgação

Em Guaporé, o curso realizado para candidatos a adotantes focou na humanização do tema. Prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a atividade é fundamental para colocar aquelas pessoas que desejam adotar a par dos aspectos jurídicos e psicossociais que integram o processo. A experiência de Guaporé se voltou para o acolhimento dos casais, focando nos depoimentos de quem já adotou, nas dinâmicas vivenciais em grupo e no olhar diferenciado para a adoção de difícil colocação.

“Após o curso, diversos casais buscaram mais esclarecimentos e alteraram o perfil na ficha de habilitação, de modo a abranger crianças mais velhas, grupos de irmãos, retirando restrições que, após reflexões, perceberam que não fariam diferença quanto à formação da família com o filho adotado”, relata a Juíza de Direito Renata Dumont Peixoto Lima, da 2ª Vara Judicial da Comarca, idealizadora da atividade.

A magistrada, que chegou à Comarca em dezembro do ano passado, conta que identificou a necessidade de implantar o curso de forma sistemática, visando não só a aspectos legais, mas também esclarecimento de dúvidas e orientação dos adotantes. A atividade contou com a parceria do CRAS de Guaporé o que, para a Juíza, foi fundamental para o êxito desta primeira edição, já que a Comarca não dispõe de equipe multidisciplinar.

“A Psicóloga e a Assistente Social abraçaram a ideia, buscaram capacitação com o apoio da Prefeitura Municipal e, então, montamos o cronograma do curso com a participação ativa delas”, afirma.

Assim, além dos esclarecimentos das dúvidas a respeito do Cadastro Nacional da Adoção, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ouvir os depoimentos de casais que já adotaram e as dinâmicas vivenciais foram fundamentais para despertar a sensação de pertencimento dos casais.

“E isso foi muito positivo, pois dessa experiência conseguimos instituir o grupo de apoio aos pretendentes à adoção”, ressalta a magistrada.

A atividade também focou a flexibilização do perfil dos filhos adotivos e esclareceu sobre os objetivos da campanha “Deixa o amor te surpreender”, que o Poder Judiciário gaúcho lançará no mês de outubro. A iniciativa visa incentivar a adoção de jovens maiores de 10 anos, grupos de irmãos e pessoas com deficiência, já que estes são os que respondem pela grande maioria dos que estão disponíveis para adoção no Rio Grande do Sul.

“Ao final do curso, proporcionamos aos candidatos à habilitação para adoção que compartilhassem suas impressões a respeito do curso, inclusive para aprimorarmos as próximas edições. Um comentário geral foi a humanização que eles sentiram no tratamento do tema por parte do Poder Judiciário. Sentiram que suas situações particulares estão sendo tratadas como tal e não como um simples processo judicial”.

O curso, que se tornou realidade graças a colaboração das servidoras Iana Maria Toni Mainardi, Júlia Juchem Bermúdez e Gabriela Dall'Asta, deverá acontecer uma vez por semestre.

Central de Conteúdo Unidade Rede Scalabriniana

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