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Emater contabiliza números positivos na safra em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Chuvas na hora certa foram determinantes para o crescimento da produtividade. Porém, preços estão abaixo dos praticados no ano passado

Produção de soja será de 4.000 quilos por hectare, enquanto o milho chegará a 9.000 quilos

Os produtores do Rio Grande do Sul comemoram a colheita da safra de grãos. As condições meteorológicas – chuvas na hora certa – favoreceram a evolução das lavouras e aumentaram o percentual colhido. A produtividade, principalmente das culturas da soja e milho, foram superiores ao estimado. Em Guaporé, o escritório da Emater/Ascar-RS, após contabilidade dos dados com os agricultores, destaca que as médias foram muito boas e historicamente bem acima do colhido.

O engenheiro agrônomo, Antônio César Perin, afirma que as duas principais culturas em Guaporé superaram todas as expectativas. A safra da soja ficou em produtividade de 4.000 quilos por hectare. Isso significa que foram colhidas 66 sacas por hectare (sc/ha). A área plantada do milho, que se manteve da edição anterior, apresentou crescimento na SC/ha. Foram 150 sacos, o que representa uma colheita na “Capital da Hospitalidade” que supera os 9.000 Kg/ha.

“Foi um ano realmente bom em termos de produtividade. O clima se comportou de acordo, tanto para a plantação de grãos, quanto para a produção de uvas e citros (laranja). Tivemos uma surpresa boa na quantidade colhida por hectare. Os rendimentos foram maiores que o ano anterior e acima da média histórica. Por exemplo: os produtores colheram 150 sacos de milho por hectare, enquanto a média é de 115 sc/ha e da soja foi de 66 sc/ha e a média é de 60 sc/ha. Se analisarmos os números contabilizados pela Emater de Guaporé há 10 ou 15 anos, tínhamos a metade da produção”, salientou.

Porém, os agricultores não estão 100% satisfeitos. Diferente do ano passado, os preços estão muito abaixo dos praticados, anulando os ganhos obtidos. Muitos têm enfrentado dificuldades na hora de negociar a produção.

“O que está dificultando é o preço, mas compensa com a maior produção. Os produtores rurais estão esperando mais para comercializar sua safra. Mas alguns acabam faturando o suficiente para quitar suas dívidas com as instituições financeiras (bancos) e o restante guardando até o preço se recuperar”, disse.

Segundo Perin, um dos principais problemas com a super safra em solo guaporense, é o armazenamento dos grãos de milho, uma vez que a soja tem ganho a preferência na ocupação dos silos e armazéns pelo preço de negociação mais elevado.

“Temos incentivado os produtores rurais a construírem seus silos de armazenagem. Esse ano que tivemos uma produção expressiva, percebemos que tem que aumentar a capacidade de armazenamento para que não joguemos a produção de imediato no mercado. Se acontecer, baixará o preço e não há como controlar. O ideal é que aumentemos a capacidade estática nas propriedades, nas cooperativas e nas associações. A Emater tem uma tecnologia (secagem por ar) que a qualidade do produto fica muito boa e o investimento não é de grande monta para o agricultor”.

Encerrada a safra de verão, as atenções dos produtores estão voltadas, segundo Perin, para o plantio do trigo.

Central de Conteúdo Unidade Rede Scalabriniana

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