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Aumento nos dados da criminalidade preocupam autoridades guaporenses

por Eduardo Cover Godinho

Registros da Secretaria Estadual da Segurança Pública apontam 263 furtos e 28 roubos em 2015

Foto: Divulgação

A crescente onda da criminalidade não tem assustado somente as lideranças dos órgãos de segurança pública (Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal) das regiões mais populosas do Rio Grande do Sul. As cidades do interior gaúcho, consideradas por muitos como “paraísos” para se viver, registraram em 2015 um aumento nos indicadores criminais, principalmente nos ataques às agências bancárias e suas centrais de auto-atendimento (caixas eletrônicos). O número de assaltos a banco cresceu significativamente em cidades com menos de 10 mil habitantes, onde o número de policiais é quase insignificante para proporcionar tranquilidade à população. Porém, outros crimes têm preocupado.

Na região de Guaporé, segundo dados do Departamento de Gestão da Estratégia Operacional e da Divisão de Estatística Criminal - setores da Secretaria da Segurança Pública (SSP/RS) – o número de furtos, furtos de veículos, roubos, roubos de veículos e estelionatos aumentaram em 2015, em comparação ao ano seguinte. Os números foram apresentados na segunda quinzena de fevereiro e retratam uma triste realidade: faltam servidores no combate ao crescente número de pessoas que têm entrado para vida do crime.

Os indicadores criminais apontam que a Polícia Civil e a Brigada Militar registraram 50 furtos a mais, de um ano para o outro. Foram 263 em 2015, contra 213 no ano anterior. Os roubos (crime que consiste em subtrair coisa móvel pertencente a outrem por meio de violência ou de grave ameaça) cresceram 100%, saltando de 14 em 2014, para 28 em 2015. O mesmo ocorreu com furtos de veículos (23 ocorrências de 2015, ante 13). Os estelionatos contabilizaram 48. A baixa nos dados se dá no homicídio. Nos 365 dias de 2014, foram registrados dois. No mesmo período de 2015 uma ocorrência – dia 26 de dezembro no Bairro Planalto – foi atendida.

 

As autoridades

A diminuição de policiais militares e civis é apontada como um dos principais fatores para o aumento nos dados estatísticos da criminalidade no Rio Grande do Sul. Enquanto há o crescimento da população em diversos municípios, inclusive os menores, o número de servidores encolheu drasticamente.

"Não há dúvida de que a carência de efetivo na área da segurança pública encoraja cada vez mais os criminosos a praticarem condutas delituosas. O reduzido número de policiais militares e policiais civis no Estado, aliado a uma legislação penal por demais branda, faz crescer o sentimento de impunidade, e faz com que os criminosos permaneçam delinquindo e estimulem outras pessoas a iniciarem a vida criminosa”, destacou o Delegado Tiago Lopes de Albuquerque.

Além do fator da carência no efetivo, a reincidência no crime é apontada como multiplicador dos fatos delituosos em Guaporé, destacou o Tenente Greff.

“Em Guaporé, o efetivo se manteve praticamente o mesmo em relação ao ano de 2014, mas o que certamente mais contribui para o acréscimo de ocorrências é a reincidência, pois com a atual legislação o criminoso, raramente fica preso por um longo período, voltando em seguida à prática de crimes”, disse.

Mesmo com dificuldades, a dedicação e o trabalho incansável dos policiais têm evitado um “boom” nos indicadores criminais, destacou o delegado Albuquerque.

“Apesar dos poucos recursos, materiais e humanos, a Polícia Civil de Guaporé conta e acredita na dedicação dos policiais para que os crimes praticados no Município, assim como nos outros Municípios atendidos pela Delegacia, não fiquem sem uma resposta do Estado. Trabalhamos exaustivamente no esclarecimento dos delitos cometidos, sobretudo aqueles de maior gravidade, a fim de que os responsáveis recebam a devida reprimenda penal. A certeza da punição por parte dos criminosos certamente contribuirá para redução dos índices de criminalidade".

O mesmo é destacado pelo comandante do Pelotão da Brigada Militar de Guaporé.

“Apesar da carência no número de policiais, os que estão a serviço da comunidade guaporense são extremamente competentes. Desdobram-se para que todos possam viver em harmonia e em paz. Infelizmente não conseguem evitar todos os crimes (furtos, roubos, entre outros), mas trabalham incansavelmente, 24 horas por dia, para fazer o melhor. A população sabe das nossas dificuldades e tem colaborado com a atividade policial. Esperamos que continuem, porque quem sairá ganhando, somos todos nós”, afirmou o Tenente Greff.

 

Exceção

A regra do crescimento nos registros da criminalidade não é válida para todas as pequenas ou médias cidades gaúchas. Na contramão do aumento da bandidagem na região está a cidade de Montauri, considerada uma das dez mais tranquilas do Estado. Em 2015, os órgãos de segurança pública contabilizaram quatro furtos e um furto de veículo.

Central de Conteúdo Unidade Sarandi

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