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Covatti Filho, Secretário da Agricultura, mantém escritório pago com dinheiro da Câmara dos Deputados – Rádio Sarandi

por Edinei Bernardelli
Foto: Fernando Gomes/Agência RBS

A família do secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho (PP), mantém um escritório político pago com dinheiro da Câmara dos Deputados. As despesas do gabinete que está montado no centro de Porto Alegre são custeadas com verbas da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) do suplente de Covatti na Casa, o deputado Ronaldo Santini (PTB).  

Mesmo estando licenciado do cargo de deputado federal pelo PP, para compor o governo de Eduardo Leite, Covatti Filho seguiu usufruindo das verbas destinadas exclusivamente a quem está no exercício do mandato.  

De abril de 2019 a fevereiro de 2021, ele foi beneficiado com pelo menos R$ 99,6 mil em recursos da Câmara. O dinheiro foi usado por Santini para quitar boletos de aluguel, condomínio, luz, IPTU e até mesmo o aluguel de impressoras do escritório localizado na Praça Marechal Deodoro, em frente à Assembleia Legislativa. Na legislatura anterior (2015-2019), período em que não se licenciou do mandato, Covattinho, como é chamado no círculo político, gastou R$ 172 mil da própria cota para manter o mesmo escritório.  

Com cerca de 75 metros quadrados, o escritório é dividido em quatro ambientes — uma recepção e outras três peças — e abriga ao menos dois funcionários. Não há nada que remeta à presença de Santini no local, usado principalmente pelo pai do secretário, o ex-deputado Vilson Covatti.

No local, ele recebe eleitores e aliados políticos, como vereadores e prefeitos do Interior. Durante a eleição municipal do ano passado, era cena frequente candidatos fazendo fila para serem contemplados na partilha dos R$ 2,4 milhões em recursos do fundo eleitoral que Covattinho recebeu da direção nacional do PP.

Para pagar as despesas do escritório, Santini apresentou à Câmara 73 notas fiscais. Foram R$ 67,7 mil em aluguel, R$ 16,7 mil em condomínio, R$ 7,2 mil com a locação de impressoras, R$ 4 mil em IPTU e R$ 3,8 mil em energia elétrica. À exceção dos boletos de IPTU, emitidos em nome do proprietário do imóvel, as demais despesas estão todas em nome de Santini, da conta de luz aos recibos de aluguel.

O uso dos recursos da Ceap é monitorado pela Coordenação de Gestão de Cota Parlamentar, do Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade, mas não há fiscalização efetiva.

Até hoje, nenhum deputado foi punido por mau uso da cota. A Câmara tem um Código de Ética e Decoro Parlamentar. O artigo quarto do documento afirma que pode ser punido com a perda do mandato quem "celebrar acordo que tenha por objeto a posse do suplente, condicionando-a à contraprestação financeira ou à prática de atos contrários aos deveres éticos ou regimentais dos deputados".

A assessoria do Palácio Piratini foi sucinta na avaliação do caso e deixou a condução dos desdobramentos a critério de  Covatti Filho.  "O governo do Estado entende que cabe ao secretário prestar os esclarecimentos necessários", disse, em nota, a assessoria do governador Eduardo Leite. 

Fonte: GZH

 

Central de Conteúdo Unidade Sarandi

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