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Presidente do Legislativo de Sarandi questiona demora da aquisição de testes rápidos – Rádio Sarandi

por José Leal de Oliveira
Foto: Arquivo/Rádio Sarandi

No último sábado, 06 de junho, durante Programa da Câmara de Vereadores, a Presidente do Legislativo de Sarandi; Denise Gelain (PDT), questionou as ações da Administração Municipal e o uso dos recursos repassados pela Câmara ao Executivo para aquisição de aparelhos respiradores e testes rápidos da Covid-19.  Os questionamentos da Vereadora repercutiram no final de semana.

Nesta segunda (8), em entrevista à Rádio Sarandi, ela explicou o porquê de suas indagações. Ela afirma que em março, após um levantamento apontar que haviam apenas 5 respiradores disponíveis em Sarandi, a Câmara resolveu indicar recursos para compra de mais equipamentos. Ela diz que o Prefeito Municipal também entendeu que precisaria de recursos, indicado pela Câmara, para auxiliar no combate ao Covid-19. Com isso, um projeto votado em regime de urgência, aprovou recurso de R$200 mil reais. O Executivo se comprometeu em comprar respiradores.

Posteriormente, segundo a Vereadora, o Executivo informou que a compra dos respiradores não seria viável, pois a entrega seria em janeiro de 2021. “Todos entenderam que não seria o mais adequado usar esse recurso público para este fim. Tive que concordar, pois não fazia sentido os respiradores chegarem em janeiro.” afirma ela. Diante da inviabilidade, parte dos recursos foram utilizados na aquisição de testes rápidos.

Denise aborda a demora da aquisição e entrega dos testes rápidos. Segundo ela, no mês de abril, em ato no hospital Comunitário de Sarandi, foram entregues 80 mil reais em equipamentos, e anunciado a aquisição de 500 testes rápidos com recursos do Judiciário e 500 com a indicação do Legislativo, somando R$47 mil reais. Ela explica que estes testes não foram adquiridos. “Disseram que em final de abril estaria aí os testes. Para mim, foi uma surpresa muito grande, saber que estes 500 testes não chegaram.”

Segundo Denise, a Administração disse ter recebido orientação da Promotoria para suspender provisoriamente a compra dos testes rápidos. Ela explica que entrou em contato com a Promotoria, que disse não ter interferido neste assunto, e afirmou ainda ser uma decisão exclusivamente administrativa, não cabendo essa questão à Promotoria. “A única coisa que ele (Promotor) sugeriu à Procuradora Jurídica foi de que poderia haver a possibilidade de a Prefeitura fazer um convênio com a Universidade. Ele citou a UFSM de Palmeira que estaria fazendo estes testes. Para agilizar o retorno dos resultados dos exames e testar ainda mais a população.” Pontua Denise.  

Denise afirma que a promotoria teria orientado o Executivo à não usar o nome do Ministério Público no que se refere as divergências do uso desses recursos. “Foi isso que eu trouxe no rádio, no sábado. Me parece que houve um incomodo neste sentido. Porém, é nossa função, como legisladores, buscar a veracidade dos fatos. Eu apenas entrei em contato para saber se os testes tinham sido adquiridos ou não, e porque não havia chegado. Eu não entendo que seja uma forma de incomodar o Executivo, essas minhas perguntas e o meu questionamento para a promotoria. Nós temos que estar irmanados para que possamos com ideias e estratégias e ações”. Pontua Denise.

Denise pontua que a sua preocupação se refere ao enfrentamento, no gerenciamento da crise do Covid-19, no bom uso dos recursos e nas ações desenvolvidas. Estes seriam os motivos de seus questionamentos. Ela diz acreditar que o enfrentamento, passa incontestavelmente pela sua confirmação laboratorial. E por isso, é importante a aquisição de testes pelo município. “É necessário diagnosticar o paciente, seja com testes rápidos ou laboratoriais” afirma ela.

Sobre a repercussão de seu posicionamento e a relação com o Executivo, ela diz estar à disposição. “Continuamos à disposição do Executivo e da comunidade. Por mais que muitas vezes os nossos questionamentos incomodem alguns, para mim; está muito claro que é nosso papel. O que posso dizer é “Paciência” para aqueles que se sentem incomodados. Nós continuaremos a realizar o nosso papel com afinco por que temos o dever de representar a nossa comunidade enquanto legisladores.” Finaliza Denise Gelain.

Central de Conteúdo Unidade Sarandi

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