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Projeto Antílope: Idealizadores entregam projeto arquitetônico e documentário

por Eduardo Cover Godinho

Solenidade aconteceu no gabinete do Prefeito de Guaporé Paulo Mazutti

Prefeito Mazutti recebe das mãos dos idealizadores o projeto do Memorial do Curtume
Foto: Caminhos de Guaporé

A comunidade guaporense recebeu de forma simbólica - sendo representada através do Poder Público Municipal - o projeto arquitetônico do Memorial Curtume de Guaporé e cópia do Documentário Antílope, cujo objetivo principal é resgatar, preservar e contar a história de uma das maiores e mais importantes indústrias guaporenses em todos os tempos: o Curtume Termignoni. A solenidade aconteceu no gabinete do Prefeito de Guaporé, Paulo Mazutti, contando também com a presença da Secretária de Turismo, Luciane Faccio Balestrieri.

Os idealizadores do Projeto Antílope e os arquitetos voluntários expuseram detalhes do projeto arquitetônico e entregaram às autoridades cópias dos documentos e também uma mídia com cópia do documentário. Juntamente com um grupo de voluntários que participou da reunião, foi decidido que, ainda este ano, será feita a entrega oficial dos projetos à comunidade guaporense, em ato público a ser definido dentro do calendário de eventos do município, provavelmente no mês de agosto/setembro, durante a semana do Circuito dos Saberes.

O Projeto Antílope foi idealizado em junho de 2013 pela equipe do site Caminhos de Guaporé (www.caminhosdeguapore.com.br), composta por Gilberto, Giovani, Laura, Aidê e Leonardo (representantes da Família Dal Mas) e apresentado ao Poder Público Municipal como proposta de revitalização de parte do complexo do antigo Curtume Termignoni, contemplando exclusivamente a antiga casa de força e a chaminé da indústria. O local será transformado num memorial, contendo exposição de fotos, vídeos, documentos, busto do fundador, souvenires, etc., e também será disponibilizado à comunidade como espaço cultural multiuso, destinado à shows, palestras, confraternizações, oficinas, reuniões e diversas outras atividades compatíveis com a estrutura do local.

O Projeto Antílope, assim como outros projetos legitimamente guaporenses, destaca-se pelo seu caráter participativo e colaborativo, onde todas as ações foram sempre desenvolvidas em parceria entre um grupo de voluntários e o Poder Público Municipal, demonstrando que é possível a concretização de ideias através da parceria público-privada. Desde o seu início, o projeto reuniu diversos colaboradores em torno de seu desenvolvimento, por isso afirmam os idealizadores:

“Entendemos que é mais importante propor projetos e apresentar soluções ao Poder Público Municipal do que ficar apenas esperando por suas iniciativas, e isso independe de sigla partidária. Precisamos fazer parte da roda que move o moinho, envolver a comunidade, caso contrário não faremos valer o verdadeiro sentido da palavra cidadão. O poder deve sempre emanar do povo, através da participação, da colaboração e da proposição de ações concretas e viáveis e, depois sim, cobrar através da fiscalização e apresentação de resultados”.

E foi através da participação da comunidade que surgiram várias sugestões para alavancar o Projeto Antílope, destacando-se entre elas, a idealização do Documentário Antílope, uma produção 100% guaporense, numa parceria entre o Poder Público Municipal, site Caminhos de Guaporé, BSCtv e RGA Stúdio. Um trabalho de pesquisa e produção que durou dois anos, resultando num filme de 60 minutos que conta, através de depoimentos de ex-funcionários do Curtume Termignoni, sua marcante história e sua importância para o desenvolvimento de Guaporé. O documentário foi dirigido por Cleber Montier, tendo como diretora de jornalismo, Daniela Sgorla. A pesquisa histórica e resgate de materiais (fotografias, documentos, etc.) foram feitos por Gilberto Dal Mas e Marina Termignoni. Os textos foram escritos por Suzana Termignoni e a trilha sonora foi desenvolvida por Giovani Dal Mas, especialmente para o documentário. O grupo de trabalho contou ainda com a participação de Laura Dal Mas, Alexandre Resmini, Valeska Conti e Maria Del Carmem Termignoni. Colaboraram ainda com apoio logístico as empresas Rossetto Materiais Elétricos, Agropecuária Breda, Resmini Paisagismo e Supermercado Ney Francischini.

Já o projeto arquitetônico para revitalização da antiga casa de força e chaminé, foi idealizado pelos arquitetos guaporenses André Melatti, Lisiane Benvenutti, Paulo Tortelli e Fernanda Lanzarin, todos trabalhando de forma voluntária e com auxílio também de um grupo de voluntários.

“A ideia é transformar o local num espaço multiuso, totalmente à disposição da comunidade, podendo-se desenvolver atividades culturais e de lazer, como alternativa para a demanda crescente de eventos desta natureza no município e região. O projeto tem como diretrizes principais, a preservação da esquina como acesso ao memorial, permitindo também maior visibilidade do complexo; a manutenção das características originais das edificações sempre que possível; a utilização de uma mesma identidade de projeto de todos os elementos; o reaproveitamento dos materiais a serem demolidos nos demais edifícios; a criação de espaços múltiplos de cultura que sejam de interesse de toda a população, unindo o memorial a um centro cultural”, explicam os arquitetos.

“Totalmente integrado a ideia de revitalização de parte do complexo do antigo curtume, iniciada pelo Poder Público Municipal, o Memorial Curtume de Guaporé já fomentou outros projetos de nível universitário que poderão num futuro próximo fazer parte daquele importante espaço comunitário. Isto mostra claramente como uma ação vai puxando a outra e no final poderemos ter algo com grande valor cultural e histórico e acessível à comunidade”, destacam os idealizadores.

Complementando, a equipe de trabalho ainda destaca outras possibilidades de utilização do complexo do antigo curtume de Guaporé.

“Primeiramente foi a revitalização do prédio administrativo pelo Poder Público Municipal, depois foi a nossa proposta do Projeto Antílope, depois surgiram diversos projetos universitários que poderão também virar realidade e, quem sabe, outras ideias surgirão e fincarão raízes, como a criação de locais para sedes de entidades, associações, grupos artísticos, ou o tão sonhado centro de eventos, a rodoviária, um posto bancário, agências públicas, museu, praça de esportes, locais de lazer... Ideias são bem-vindas e podem virar realidade se mostrarmos nossa força de participação. O local tem enorme potencial para se transformar num referencial turístico-cultural para Guaporé, além da possibilidade de servir a comunidade com uma gama enorme de serviços, como já vem acontecendo através das secretarias municipais lá instaladas”.

O Projeto Antílope parte agora para a sua segunda etapa que é a captação de recursos para execução do projeto arquitetônico.

“Continuaremos na luta pela concretização desta pequena obra, de tão grande importância para o município”, finalizam.

Central de Conteúdo Unidade Sarandi

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