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Polícia Civil conclui inquérito sobre a morte do pequeno Eduardo

por Eduardo Cover Godinho

Menino morreu após móvel cair sobre sua cabeça. Delegado indiciou servidor da Prefeitura de Guaporé que efetuava a manutenção no educandário.

Delegado Tiago Lopes de Albuquerque concluiu investigação, após ouvir testemunhas e analisar documentação
Foto: Eduardo Cover Godinho

A Delegacia de Polícia Civil de Guaporé, comandada pelo Delegado Tiago Lopes de Albuquerque, concluiu o inquérito policial sobre a morte do pequeno Eduardo Ferreira Lorena, de 1 anos 5 meses e oito dias, que perdeu a vida após um armário vazado ter caído sobre sua cabeça na Escola Municipal de Educação Infantil Pinguinho de Gente, no dia 9 de setembro de 2014. O garotinho, filho de Adriana dos Santos Ferreira, 28 anos, e Fabiano Lorena, 29 anos, morreu dois dias (11 de setembro) após ter dado entrada quatro vezes para atendimento médico no Hospital Manoel Francisco Guerreiro.

A conclusão da Polícia Civil é que o servidor público da Prefeitura Municipal de Guaporé foi o responsável direto pela lesão causada na cabeça que originou posteriormente a morte da criança. Ele foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Seu nome, não foi divulgado pela autoridade policial. Segundo o Delegado, o servidor efetuava a manutenção no móvel, quando soltou os arames e saiu da sala do educandário para solicitar auxílio de outra pessoa para a conclusão do serviço. Na sequência, Eduardo teria se pendurado no armário e o acidente aconteceu. No inquérito, há o destaque:

“(...)O funcionário desprendeu o armário (mochileiro) da parede, ainda com as crianças na sala, e deixou o local. Na sequência, Eduardo rapidamente se dirigiu até o armário que tombou sobre ele. (...) Partindo-se do conceito de causa estabelecido pelo Código Penal, tem-se que a morte do menor não teria ocorrido sem a queda do mochileiro sobre sua cabeça, fato esse que decorreu de ação descuidada do funcionário da Prefeitura Municipal de Guaporé(...)”.

No inquérito remetido para o Poder Judiciário local, não há o indiciamento dos profissionais médicos que atenderam o pequeno Eduardo nas quatro vezes que ele esteve na unidade hospitalar. O delegado ressaltou que todos os exames indicados para este tipo de lesão foram realizados e nenhum dos médicos, nem o cirurgião-dentista que avaliaram o estado de saúde do bebê, verificaram algo que pudesse por colocá-lo em risco de morrer.

“(...) o menor foi submetido a um exame de raio-X e a duas tomografias computadorizadas, exames apropriados para avaliação de TCE (traumatismo crânio encefálico), e que não indicaram a fratura posteriormente verificada e descrita no auto de necropsia. Portanto, atendo-se à causa da morte descrita no auto da necropsia, e considerando que os exames indicados para constatação de fratura no crânio foram realizados e não apontaram a existência da fratura, não é possível imputar a morte do infante aos médicos responsáveis pelo atendimento”, destacou.

A família alegou que o atendimento médico não foi correto, já que o pequeno deu entrada em três oportunidades no Hospital Manoel Francisco Guerreiro, sendo que somente na quarta vez que foi encaminhado, permaneceu internado, vindo a morrer horas depois.

 

Exumação

Depois da divergência na apuração da causa da morte do bebê, o Delegado Tiago Albuquerque, solicitou no mês de janeiro, junto ao Instituto Geral de Perícias (IGP), a exumação do corpo. Segundo a necropsia, o menino morreu em função de traumatismo cranioencefálico, mas o laudo do IGP, decorrente da análise da documentação médica, considerou que a fratura na cabeça era pequena demais para causar a morte.

O IGP, em um primeiro momento, negou a realização da exumação alegando que o exame não colaboraria para esclarecer o caso. O Ministério Público da Comarca de Guaporé, através do Promotor Dr. Cláudio da Silva Leiria, encaminhou um novo pedido e o Poder Judiciário determinou que o IGP realize a exumação. A data está marcada e os técnicos vão estar em Guaporé para o encaminhamento do corpo à Porto Alegre. O Promotor Leiria, ressaltou que só vai se manifestar após o recebimento do laudo do exame.

Central de Conteúdo Unidade Rosário

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