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Polícia Civil prende suspeitos de duplo homicídio em Casca

por Eduardo Cover Godinho

Sete mandados de prisão foram expedidos para o cumprimento nas cidades de Casca, Guaporé e Florianópolis. Seis pessoas foram presas

Mãe e filha foram executadas em emboscada no município de Casca. Motivção é de ordem pessoal e financeira
Foto: Montagem/Arquivo Pessoal

Agentes da Delegacia de Polícia Civil (DP), de Casca, com apoio de policiais das DPs de Guaporé, Serafina Corrêa, Marau, Delegacia de Repressão de Ações Criminosas Organizadas (DRACO) Passo Fundo e Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Novo Hamburgo, coordenados pelo delegado Venícios Ildo Demartini, realizaram no começo da manhã da terça-feira, dia 1º de setembro, uma operação para prender os três mandantes e quatro executores de um duplo homicídio que chocou a comunidade de Casca. O crime, que tirou a vida de Neusa Maria Rapkievicz (57 anos) e Ana Paula Rapkievicz (32 anos), mãe e filha, respectivamente, aconteceu no mês de junho, na comunidade da Linha Geral Velha, zona rural do município.

Os policiais cumpriram sete mandados de prisão preventiva, sendo presos seis suspeitos do envolvimento nas mortes nas cidades de Casca, Guaporé e Florianópolis (Santa Catarina). Um homem segue foragido. Durante as investigações, um dos envolvidos foi preso em flagrante por tráfico de drogas em Casca. Outro suspeito foi preso na capital catarinense por roubo. Os agentes ainda apreenderam uma espingarda de pressão adulterada para calibre 22 e um revólver. Os peritos do Instituto Geral de Perícia (IGP), através de confrontação balística, vão poder afirmar se as armas foram utilizadas para matar Neusa e Ana Paula.

A investigação apontou que a motivação para o duplo homicídio é relacionada às questões de ordem familiar e financeira. Conforme o delegado Demartini, o Inquérito Policial (IP) encontra-se com o Poder Judiciário.

 

O caso

Mãe e filha, conhecidas por serem pessoas de bem na comunidade, foram assassinadas na noite do domingo, dia 14 de junho de 2020, quando retornavam para casa. Neusa e Ana Paula, ao se aproximarem do portão da propriedade rural, sofreram uma emboscada e foram alvejadas por diversos disparos de arma de fogo. Quatro homens armados, conforme as investigações, executaram as mulheres. Elas, sem sucesso, tentaram fugir.

Na noite da brutalidade, o delegado Venícios e equipe da DP de Casca deram início às atividades para tentar identificar a autoria e a motivação. Após dois meses de minuciosos trabalhos, descobriu-se que três mandantes, todos moradores de Casca, contrataram quatro executores (dois moradores da cidade) para matar Neusa e Ana Paula.

24 horas antes do crime, os executores, já em Casca, confraternizaram com bebidas e drogas. Tudo pago com o dinheiro, cerca de R$ 20 mil, da prática criminosa. No dia do homicídio, receberam todas as coordenadas como o local e o horário da emboscada e a rota de fuga. Os criminosos sabiam que mãe e filha estariam na área central e retornariam para casa após visitar a neta. Após a consumação das mortes, os quatro assassinos se esconderam e avisaram, por meio de ligação telefônica, os mandantes.

Para comemorar a consumação do crime, novos festejos foram realizados pela quadrilha.

Central de Conteúdo Unidade Rosário

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