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Sadi De Rossi despediu-se da vida deixando legado de amor ao Grêmio Esportivo Juventude

por Eduardo Cover Godinho

Durante cerca de 20 anos, De Rossi cuidou dos fardamentos, chuteiras, estádio e outros detalhes imprescindíveis para o bom desempenho da equipe

Sadi, o primeiro agachado da esquerda para a direita, na partida realizada pelo Juventude no Beira Rio
Foto: Arquivo Mário Marocco

Uma lenda do futebol de Guaporé despediu-se do cenário no mês de março. Sadi De Rossi, com 80 anos, morreu no dia 12 mas sua história rica de amor e lealdade ao Grêmio Esportivo Juventude deverá ser contada para as próximas gerações. O massagista, roupeiro, zelador do Estádio General Ernesto Dorneles (Estádio da Baixada), entre outras tantas atividades desenvolvidas pela equipe, continuará sempre na memória dos que vivenciaram as boas e as más épocas do “Azulão Guaporense” pelos gramados do Rio Grande do Sul. De Rossi, era mais que um simples roupeiro, era o cérebro do time fora das quatro linhas e um verdadeiro apaixonado pelo time, chegando ao ponto de sair “no braço” com torcedores e dirigentes adversários que desrespeitavam a história do Juventude.

Capitão por 17 anos e um dos símbolos da equipe, o ex-prefeito Mário Marocco, lembrou, com lágrimas nos olhos, do seu companheiro e amigo Sadi De Rossi, que ao longo de quase duas décadas trabalhou de forma voluntária na equipe e jamais deixou a turma na mão.

“O que eu vejo nesta perda irreparável é a persistência e a vontade que o Sadi tinha em fazer com que o Grêmio Esportivo Juventude fosse reconhecido no cenário gaúcho. Nunca faltava nada para os jogadores. Era um abnegado. Ele engraxava e consertava as chuteiras, pintava as bolas de branco porque treinávamos no final do dia e não havia iluminação, deixava o fardamento nos dias de jogos impecável no vestiário, pintava os muros do vestiário, enfim, era um verdadeiro apaixonado pelo que fazia. Sempre foi muito responsável e teve a admiração de todos os jogadores que vestiram a camisa do ‘Azulão Guaporense’”, disse Marocco.

Poucos se dedicaram tanto como o Sadi De Rossi pelo Juventude. Ele estava eufórico e radiante, afirmou o ex-capitão, na partida memorável que a equipe realizou em Rio Grande quando, com um gol de Tito Cabral, e uma defesa histórica em cobrança de penalidade máxima pelo arqueiro “Careca” aos 44 minutos da etapa final, o time conquistou o acesso para disputar a Segundona Gaúcha.

“Fizemos uma grande festa na volta de Rio Grande, que se estendeu pelas ruas de Guaporé. Foi incrível e o mais faceiro era o Sadi. Suas lágrimas escorriam ao final da partida e durante a viagem. Era emocionante de vê-lo aos prantos, pela dedicação e paixão que tinha pelo clube. É um exemplo que nunca deve ser esquecido por quem gosta do futebol guaporense”, destacou Marocco.

Sadi De Rossi, uma verdadeira lenda e um abnegado do futebol do Grêmio Esportivo Juventude, foi casado com Conceição (in memorian) e criou os filhos Rosemri, Rosane, Ronei, Rudimar, Rosângela e Roseli. Oito netos e dois bisnetos também fizeram parte da vida do responsável De Rossi. O “faz tudo” com certeza deixará saudades na memória dos desportistas de Guaporé.

Central de Conteúdo Unidade Rosário

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