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Construção Civil e Indústria da Transformação demitem 55 trabalhadores em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Evolução do emprego no município apresentou queda drástica no mês de agosto, segundo dados do Observatório do Trabalho da UCS

Foto: Divulgação

A situação do emprego em Guaporé começa a apresentar sinais preocupantes. Depois do mês de julho com queda significativa nos números apresentados entre admitidos e demitidos, o mês de agosto mostrou que o problema é mais grave do que estava se imaginando. Apesar de alguns indicadores e inúmeras atividades econômicas no Brasil apresentarem elevações nos últimos meses, o relatório do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostrou que o empresariado ainda está receoso, principalmente com a postura ética dos políticos. A roubalheira escancarada dos cofres públicos assusta e a burocracia, aliada a cobrança abusiva de impostos, ainda impera no território, deixando empresários com um pé atrás na hora de investir e contratar.

Segundo números oficiais do Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul (UCS), que segue definição usada pelo sistema RAIS/CAGED, no mês de agosto foram fechados mais de 33,9 mil postos de trabalho no Brasil. O setor que mais demitiu foi o da Construção Civil, com 22.113 vínculos encerrados. A mesma situação, segundo os analistas da UCS, encontra-se no Rio Grande do Sul. 1.690 postos foram encerrados durante os 31 dias do mês oito de 2016. O setor que mais fechou postos de trabalho foi a Indústria de Transformação, com 3.376 vagas encerradas, seguido pela Construção Civil, com 794 vínculos fechados.

Em Guaporé, após um início de ano promissor no quesito emprego, os números de julho e principalmente de agosto, divulgados na segunda-feira, dia 26 de setembro, não são nada animadores para quem está batendo de porta em porta em busca de trabalho. Das oito atividades econômicas pesquisadas, três apresentaram queda (Indústria da Transformação, Construção Civil e Agropecuária), duas destacam-se com dados positivos (Comércio e Serviços) e três tiveram índices zerados (Extrativa Mineral, Serv.Ind.Util.Pública e Administração Pública).

No mês de agosto foram fechados 42 postos de trabalho no município. No total, houve a admissão de 198 pessoas que estavam fora do mercado de trabalho. Por outro lado, 240, que estavam com carteira assinada, foram mandadas embora. No período, os únicos setores que abriram postos de trabalho foram o do Comércio, com 17 novas vagas, seguido pelos Serviços, com um vínculo criado. O setor que mais fechou postos foi o da Indústria de Transformação, com 31 vínculos encerrados, seguido pela Construção Civil, com 24 vagas fechadas. O saldo acumulado no ano entre admissão e desligamento é de 53 vínculos fechados. Nesse mesmo período o setor que mais fechou postos de trabalho foi o da Indústria de Transformação, com 81 desligamentos.

Central de Conteúdo Unidade Rosário

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