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Família Fantin manteve viva a Feira do Produtor Rural em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Ângelo, Cristian e Marciano comercializam produtos primários para as famílias da zona rural há quase três décadas

Ângelo (D) e Marciano (E) mantiveram, ao lado de Cristian, a feira do produtor viva em Guaporé
Foto: Eduardo Cover Godinho

Há cerca de 30 anos ela acontece. E já mudou várias vezes de endereço, até ganhar sua casa própria. A Feira do Produtor Rural, de Guaporé, que abastece as famílias da zona urbana com verduras, legumes, frutas, pães, biscoitos, chimias, geleias e muitos outros produtos coloniais se manteve viva graças à persistência, determinação e paixão por este trabalho. Um dos personagens principais é o agricultor Ângelo Fantin, morador da Linha Quinta, que agora comemora um grande passo para todas as agroindústrias, agricultores e produtores rurais do município.

Mantendo a base que é unir o campo e a cidade, o consumidor urbano e o homem do interior, a feira ganha maiores proporções, amplia produtos, abre novas possibilidade e tem uma casa especialmente construída para isso: o Pavilhão da Agricultura Familiar, para onde o seu Ângelo e seus filhos Marciano e Cristian, que o acompanham nas duras jornadas no campo e na comercialização dos produtos primários na feira, e muitos outros se mudam oficialmente a partir deste sábado, 25 de novembro.

Antes de estrearem o novo espaço, inaugurado no dia 14 de novembro com a presença de autoridades municipais e representantes da Emater/RS-Ascar e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a família Fantin, assim como muitas outras da zona rural de Guaporé, comercializaram suas produções em frente à antiga Cooperativa Cosuel, na rua Luiz Augusto Puperi, proximidades da sinaleira. De lá, depois de muita luta e reivindicações para um espaço apropriado, sem ser no meio da via pública, os agricultores ganharam um lugar próprio. A Feira Municipal do Produtor Rural, na rua Guilherme Mantese – fundos do Campo do Juventude, foi instalada em uma estrutura coberta com espaços divididos (construída exclusivamente a finalidade), para que todos pudessem ter seu canto próprio para colocar as hortaliças frescas e os produtos de origem animal à venda. Lá permaneceram por mais de uma década, até que aos poucos, a empolgação foi dando lugar ao esvaziamento dos produtores rurais.

“Aquele espaço era muito bom e bem localizado. Tínhamos boas vendas e a companhia de muitos outros produtores rurais. Não havia concorrência, muito pelo contrário. Nos ajudávamos para bem servir aos clientes. Nunca deixamos faltar nada. Era bonito de ver a arrumação dos produtos nas bancadas e chegada da clientela ainda na madrugada do sábado. Quanta saudade”, disse Ângelo.

Após um tempo, a Feira do Produtor Rural, com poucas famílias interioranas para dar sequência, recebeu um espaço improvisado no antigo Complexo Marcelino Champagnat (Campus da UCS). Sem estrutura adequada, o improviso para ter energia elétrica e a persistência da família Fantin, que posteriormente recebeu o apoio dos Cristófoli na venda de bolachas, biscoitos e outros produtos, fez com que a feira se mantivesse viva. A comunidade, mesmo em número reduzido, buscou sempre os produtos do interior.

“No começo o movimento baixou quando passamos para cá, mas depois melhorou. A qualidade dos produtos que comercializamos é o diferencial e temos uma clientela que não nos deixa na mão e sempre aparece cedinho para comprar”, destacou Ângelo.

A variedade de produtos colocados à disposição pela família Fantin surpreende. No último dia da Feira do Produtor Rural no Complexo Marcelino Champagnat, dia 18 de novembro, era possível encontrar alface de todos os tipos, alho, feijão (branco e preto), abacaxi, chuchu, chicória, laranja, pêssego, radicci, brócolis, queijo, salame, couve-flor, banana, ovos, moranga, entre outros. No lado da família Cristófoli, uma mesa recheada de biscoitos dos mais diversos sabores, cucas, grostolis e pães.

“Depende a época do ano a variedade de produtos aumenta. Nossa família tem orgulho de ter mantido acessa a chama da Feira do Produtor Rural em Guaporé. É o nosso ganha pão e acreditamos que todos clientes estão satisfeitos com os produtos que adquirem da gente”, salientou.

 

Novo espaço

A partir do sábado, dia 25 de novembro, a família Fantin e muitas outras da zona rural, passam a ocupar um espaço próprio. Construído ao lado da Horta Comunitária Bruno José Campos, no bairro Planalto, o Centro de Comercialização de Produtos da Agricultura Familiar, o conhecido “Pavilhão da Agricultura Familiar”, abrigará as famílias que desejam comercializar seus produtos. O local, construído através de emenda parlamentar do Deputado Federal Osmar Terra, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 2012 no valor de R$ 100 mil mais contrapartida do Poder Público Municipal, será administrado pela Cooperativa de Economia Solidária de Guaporé (COOESG).

“Esperamos toda a comunidade no novo e aconchegante espaço a partir deste sábado, dia 25. É um novo e importante momento para o crescimento da Feira do Produtor Rural”, afirmou Ângelo.

Central de Conteúdo Unidade Rosário

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