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Jesus Cristo plenamente jovem!

Miguel Debiasi

É desejo de todos manterem-se jovens. Mas no decorrer dos anos as forças físicas enfraquecem e tornam a vida vulnerável. Com efeito, nem o espírito permanece jovem, pois faz o mesmo processo de envelhecimento do corpo físico. No entanto, para os cristãos, Jesus Cristo é o mesmo ontem e hoje, e ele o será para a eternidade (Hebreus 13,8).

Ao lermos os textos da Sagrada Escritura somos convidados a um profundo respeito aos pais e anciãos (Eclesiástico 3,1-18). Estes são reconhecidos como sábios, por terem passado todas as experiências humanas do êxito e do fracasso, da alegria e da tristeza, dos sonhos e das ilusões, dos encantos aos desencantos, da felicidade a angústias. Então, pela experiência a palavra dos idosos ganha importância imprescindível. É palavra valorizada porque há uma sintonia entre as forças e os limites do ser humano. Razão pela qual aprenderam a conduzir cada etapa da vida.

Textos bíblicos indicam que “o Reino dos Céus é semelhante um pai de família que do tesouro tira coisas novas e velhas” (Mateus 13,52). Também há orientação à juventude: “exorta igualmente os jovens, para que em tudo sejam criteriosos” (Tito 2,6). Logo, conforme orientação bíblica, para haver sabedoria num jovem é preciso que se abra para a experiência dos mais velhos. Em razão disto, textos da Sagrada Escritura convidam a dar importância aos genitores e anciãos, pois as gerações são um processo de integração entre as faixas etárias. Certamente haverá pessoas a quem isso possa parecer apenas uma série de elucubrações e ilusões, as quais dirão que os jovens são autossuficientes.

Sem dúvida alguma, vivemos em sociedade do culto à juventude. No entanto, são presas fáceis do consumo e da manipulação. Na percepção da situação dos jovens o papa Francisco propõe à Igreja uma reflexão sobre a juventude. O pontífice ressalta que a Sagrada Escritura valoriza amplamente a juventude. Por meio da Exortação Apostólica pós-sinodal Christus vivit (Cristo está vivo) o papa propõe maior reflexão da Igreja sobre os jovens. Ao tomar a iniciativa de abordar o assunto, na exortação o pontífice traz elementos iluminadores sobre a dimensão bíblica, teológica, eclesiológica, antropológica e sociológica.

No centro de sua exortação coloca Jesus Cristo como referência para os jovens. Indica que os textos bíblicos, como os dos quatro evangelistas - Mateus, Marcos, Lucas e João - oferecem informações precisas da juventude de Jesus de Nazaré. Como nunca deveríamos esquecer a relação do Pai com o Filho, recorda “Tu és o meu Filho amado” (Lucas 3,22). Por um lado, esta relação implica da parte de Jesus cultivar abertura e acolhimento da vontade do Pai. Por outro lado, Deus Pai revela a missão de Jesus de Nazaré e coloca N’Ele toda a graça divina em favor de toda a humanidade. Portanto, a plena comunhão entre o Pai e Filho é vida inspiradora aos jovens. E qualquer jovem e pessoa deve viver sua fé em Cristo.

Então, Jesus é exemplo para toda a juventude. A vida de Jesus deve ser a grande iluminação para aos jovens. Assim como o Pai depositou todo seu amor no Filho amado para realizar projeto de salvação humana, também o Filho amado depositou todo seu amor no projeto do Pai, a tal ponto de abandonar-se em suas mãos. Em Jesus os jovens devem reconhecer-se e viver a experiência de entrega pela obra de Deus Pai. Assim, amado pela juventude, Jesus permanece plenamente jovem. Neste sentido, acredita o papa que a Igreja pode estimular os jovens a alegrar-se com a juventude de Jesus de Nazaré.

Em suma, nunca deveríamos esquecer que um grande desafio da Igreja é torna-se mais jovem para os jovens. No entanto, isso obriga a Igreja a pensar nos jovens, ao menos suspeitar dos motivos que Deus considera imprescindíveis para chamar a juventude a sua missão. Há que se ver que atualização da Igreja nasce da juventude.

 

Sobre o autor

Miguel Debiasi

Frei capuchinho. Atualmente é pároco da Paróquia Cristo Rei, de Marau, RS, e Conselheiro do Governo Provincial, eleito no dia 04 de setembro de 2014. Mestre em Filosofia e Teologia.Autor do livro Teologia da Tolerância – um novo modus vivendi cristã, publicado em 2015, pela ESTEF, Escola de Espiritualidade e Teologia Franciscana. Também escreve artigos e crônicas.

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