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Caso Gasparetto: “Identificamos e prendemos o principal autor do crime”, destacou o delegado Augusto Cavalheiro Neto

por Eduardo Cover Godinho

Com auxílio das Delegacias de Polícia Civil (DP), de Guaporé e Alegrete, três pessoas suspeitas no envolvimento no assassinato de Celso Antônio Gasparetto foram presas

"Não temos nenhuma dúvida de que este criminoso que estava em Alegrete, além de comandar a ação, participou diretamente da execução. As investigações seguem na tentativa de identificar os indivíduos que o acompanhavam”. As palavras, que confortam a família Gasparetto, são do delegado Augusto Cavalheiro Neto, titular da Delegacia de Polícia Civil (DP), de Encantado, que, durante 38 dias, ao lado dos investigadores e apoio extremamente importante dos policiais da DP de Guaporé, se debruçou para elucidar o assassinato do motorista de aplicativo Celso Antônio Gasparetto, 57 anos.

Os policiais das duas DPs, com colaboração de agentes da DP de Alegrete, efetuaram uma operação nos dias 27 e 28 de outubro, para o cumprimento de três mandados de prisão. Duas prisões temporárias foram concretizadas em um imóvel na área central da “Capital da Hospitalidade”, e outra prisão, considerada a mais importante foi efetuada na Zona Sul do Estado.

O criminoso apontado como principal autor do fato – que não teve a identidade revelada, possui extensa ficha criminal (homicídio, roubo, entre outros), sendo que na época do homicídio era morador de Guaporé e possuía vinculação com o tráfico de drogas. Ele pertencia a uma facção rival a associação que tem maior espaço no comércio de entorpecentes na cidade. Dias antes do assassinato, o bandido recebeu mais três comparsas em sua residência com a ordem de atacar pontos de venda e efetuar mortes dos rivais, ficando provado ao longo da investigação dos agentes das DPs de Encantado e Guaporé.

“Por algum motivo, não sabemos bem, eles resolvem sair de última hora da cidade, provavelmente por ameaças. Contratam uma corrida com a vítima, Celso Antônio Gasparetto. Esses indivíduos embarcam no veículo e ainda segue o mistério de saber o que aconteceu na corrida que levou a esse desfecho trágico. Não sabemos se foi divergência, briga ou outra situação que levou estes a praticarem o crime, ou seja, a morte de Gasparetto. Ainda temos o desafio de buscar a motivação para o crime”, afirmou o delegado Augusto Cavalheiro Neto.

O casal preso temporariamente pelos policiais civis em Guaporé não tem envolvimento direto com o homicídio de Gasparetto, mas, destacou o delegado, esclareceram importantes detalhes para a sequência dos trabalhos de investigação.

“A prisão temporária é justamente para isso”, disse o delegado que, após interrogatório com a dupla, colocou-os em liberdade.

O titular da DP de Encantado destacou a participação do criminoso preso em Alegrete que, após cometer o crime com os comparsas, viajou de ônibus de linha para Porto Alegre e da Capital foi para Bagé e na sequência para o município onde acabou preso.

“As provas contra ele são robustas e muito fortes na participação do fato, no carro e possivelmente tenha sido um dos que efetuaram os disparos contra Gasparetto. A informações de que naquela residência onde estavam, em Guaporé, estavam fortemente armados em razão do objetivo que possuíam que era matar traficantes rivais”.

O delegado Augusto Cavalheiro Neto afirma que as atividades de investigação em conjunto com os policiais civis de Guaporé e Alegrete foram determinantes para o êxito na ação que prendeu o principal autor do crime.

“A insistência dos nossos policiais (investigadores) que não deixaram um dia de checar informações, realizar diligências, conversar com informantes, enfim, fazer o trabalho que somos treinados. Graças a Deus conseguimos, pelo menos dar o conforto para a família, sabemos que a dor não vai passar e não traremos a vida do seu Celso de volta, mas pelo menos colocamos o principal indivíduo, de forma identificada, atrás das grades para que responda pelo homicídio duplamente qualificado e pelo sequestro que foi cometido contra o motorista de Encantado”.

As investigações prosseguem para tentar identificar a motivação para o crime e prender os demais envolvidos.

O caso

O guaporense, motorista de aplicativo, foi morto com diversos disparos de arma de fogo (pistola 9mm), no dia 21 de setembro de 2020, em uma área verde (de difícil acesso) na Linha Cedro, zona rural de Encantado, cidade distante 55 Km da “Capital da Hospitalidade”. O automóvel Chevrolet Cobalt que usava, foi localizado por populares, na Estrada São José, imediações da Lagoa da Garibaldi. O celular da vítima foi encontrado em um mato, próximo ao corpo.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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