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Brigada Militar e Polícia Civil colaboraram com a Operação Dispersão em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Em pontos tradicionais, policiais foram acionados para orientar munícipes

O número diário de pessoas com exames confirmados para o coronavírus (Covid-19) está aumentando significativamente em Guaporé. A cidade contabiliza mais de 400 casos desde o início da pandemia no mês de março. O mais assustador é que o primeiro registro aconteceu na segunda quinzena de maio e de lá para cá o crescimento, inclusive com registro de três mortes, colocou em alerta máximo as autoridades municipais, em especial o Comitê de Operações Emergenciais (COE).
Apesar das medidas e dos constantes pedidos para o respeito aos decretos Estadual e Municipais, muitos guaporenses ainda não cumpre as regras e as normativas sanitárias e de saúde. Para evitar aglomerações e fazer cumprir as determinações, o Poder Público, juntamente com o Ministério Público (MP), secretarias municipais e órgãos de segurança pública, entre outros, deflagrou a “Operação Dispersão”. Ruas centrais de maior movimentação e espaços públicos (praças Vespasiano Corrêa, Getúlio Vargas e Rosa Cela) foram fechados.
Policiais do 4º Pelotão da Brigada Militar (BM) e agentes da Delegacia de Polícia Civil (PC), coordenados pelo tenente Júlio César de Oliveira Greff e pelo delegado Tiago Lopes de Albuquerque, estiveram nas ruas para colaborar com a ação. Equipes estiveram circulando e em vários pontos, tradicionais pela movimentação de pessoas, flagraram o desrespeito aos pedidos das autoridades. Em estabelecimentos comerciais (bares e lancherias) nos bairros Planalto, Nossa Senhora da Saúde, Santo André, Centro e nas comunidades da zona rural, que não poderiam estarem abertos, verificou-se a movimentação interna da clientela.
“Infelizmente flagramos alguns locais com aglomeração. Tivemos que agir, de forma explicativa, para que respeitassem as determinações do decreto. Tivemos a compreensão de muitos e estes tinham a noção que estavam errados. Também percebemos que alguns estavam incomodados com a situação. Nossa atuação na Operação Dispersão não era específica para aplicar infrações (multas), mas de orientação e colaboração no cumprimento das normas”, disseram Albuquerque e Greff.
As autoridades complementaram:
“Termos Circunstanciados (TCs) serão lavrados pelo desrespeito ao artigo 268 do Código Penal. Muitos bares, notificados e multados pela fiscalização em outras ocasiões, foram flagrados com clientes dentro e portas fechadas. Estes correm o risco da interdição e de novas sanções”.
Em algumas praças esportivas, os policiais orientaram as crianças, jovens e adultos para que respeitassem o momento de enfrentamento à Covid. Não foram só pontos negativos verificados durante as ações da BM e da PC, conforme destacaram as autoridades da segurança.
“Temos muitos pontos positivos que verificamos nestes dois dias da Operação Dispersão. Percebemos o respeito no uso de máscaras e o distanciamento entre as pessoas nas vias públicas, mesmo durante as atividades físicas. Acreditamos que o respeito às normativas é a melhor arma para que possamos diminuir o contágio e voltar à ‘normalidade’ o quanto antes”.
Ao longo do sábado e domingo, policiais civis e militares acompanharam fiscais da Prefeitura e da Vigilância Sanitária durante visitas aos estabelecimentos de atividades não essenciais. BM e PC também controlaram a movimentação nas praças, subida do Morro do Cristo (Linha 21 de Abril), loteamentos e nas vias urbanas da área central, como na Avenida Monsenhor Scalabrini. Parte das ruas foi trancada com cones para evitar a circulação de veículos.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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