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Arremessador é preso pela Brigada Militar em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Jovem, de 18 anos, foi pego em flagrante com um "bodoque" e entorpecentes na mata, localizada nos fundos da casa prisional

Jovem utilizaria um bodoque para efetuar os arremessos de drogas para o pátio interno da casa prisional
Foto: Brigada Militar/Força Tática

Não foi desta vez, assim como não havia sido no meio de semana, que os apenados do Presídio Estadual de Guaporé, receberam produtos ilícitos através do sistema "arremessos delivery". A "tele-entrega", programada para a tarde do sábado, dia 17 de abril, falhou graças à rápida ação dos policiais militares do 4º Pelotão da Brigada Militar, através do trabalho do soldado da guarda externa e da equipe da Força Tática (FT) - pertencente ao 3º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (3º BPAT).

O policial da guarita, ao perceber uma movimentação estranha na mata que dá acesso à cerca do lado Sul (local onde geralmente ocorrem os arremessos de drogas, produtos eletrônicos e acessórios para celulares), comunicou a FT. A equipe posicionou-se em diversos pontos estratégicos e, um dos policiais militares deparou-se no término da rua Antônio Silvestre Spiller, bairro Nossa Senhora da Paz (Promorar), com um jovem, de 18 anos. Com ele, a guarnição encontrou um estilingue, popularmente conhecido como "Bodoque", e três invólucros com entorpecentes.

O jovem estava preparado para arremessar os três embrulhos para o pátio interno do estabelecimento penal. Lá, os apenados estavam em horário de "banho de sol". Os policiais verificaram que no interior dos invólucros continham 22, 21 e 15 gramas de maconha, totalizando 58 gramas.

Diante da situação, o jovem recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil (DP), de Marau, para o registro da ocorrência simples por entorpecente /tráfico. Após os procedimentos legais a autoridade policial optou pela liberação do arremessador.

Presídio Interditado

A modalidade "arremessos delivery", prática que vem sendo adotada pela criminalidade há décadas, intensificou-se durante a pandemia da Covid-19 e, nos meses de fevereiro, março e abril de 2021, com a interdição do Presídio Estadual de Guaporé pela Justiça. Num primeiro momento o estabelecimento penal havia sido interditado por um surto de coronavírus na ala feminina e em parte dos agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Há mais de um mês está sem o recebimento de novos apenados pela superlotação, conforme ordem judicial expedida pela Vara de Execuções Criminais (VEC) da Serra.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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