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Agentes paralisam atividades na Delegacia de Polícia de Guaporé

por André Fabio Bresolin

Com déficit de pessoal e cinco anos de salários parcelados, policiais atenderão apenas casos de urgência e emergência

Retirado em partes pelo governador Eduardo Leite, pacote deve ser votado em janeiro de 2020
Foto: Divulgação

Policiais civis de Guaporé aderiram à paralisação em contrariedade ao pacote com sete medidas, entre elas a que altera os planos de carreira do funcionalismo público, encaminhados pelo Governo Estadual para apreciação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL/RS). Retirado em partes pelo governador Eduardo Leite após pressão, o “Pacote da Maldade”, como está sendo chamado pelos servidores estaduais, deve ser votado em janeiro de 2020. Até lá, os agentes, liderados pelo Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm/Sindicato), seguirão na luta e buscam alterações.

Com déficit de pessoal, trabalho em dobro para garantir a segurança da população e cinco anos de salários parcelados, os policiais civis atenderão apenas casos de urgência e emergência, ou seja, flagrantes, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes e idosos, latrocínios, homicídios e Lei Maria da Penha. O objetivo é garantir a prestação dos serviços indispensáveis.

“Apesar de todo o descaso dos governantes, os (as) Policiais Civis continuaram cumprindo seu dever, conseguindo a queda significativa de todos os índices de criminalidade no estado”, diz a nota da Ugeirm/Sindicato.

Com a paralisação, os agentes da DP de Guaporé não estão realizando cumprimento de Mandados de Busca e Apreensão (MBA), mandados de prisão, operações e ações policiais, serviço de cartório, entrega de intimações, oitivas, remessas de Inquéritos Policiais (IP) ao Poder Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária.

Orientações

Nos crimes de menor gravidade, a orientação para a comunidade é que procurem o registro na delegacia on line. Através do site www.delegaciaonline.rs.gov.br, é possível registrar fatos sem a necessidade de deslocar-se até a DP, que está localizada no bairro São Cristóvão.

Casos como acidentes de trânsito com danos materiais, furtos e perdas (documento, celular e objetos), localizações (documento, celular e objetos), crimes contra a honra (calúnia, injúria, difamação), ameaça, estelionato, maus tratos contra animais e perturbação da tranquilidade, do trabalho ou do sossego alheio, podem ser efetuados sem deslocamento. Ao fazer o registro, o usuário recebe, em até duas horas, acesso ao boletim de ocorrência, com a mesma validade do documento que seria entregue presencialmente em uma DP. A ferramenta está disponível 24 horas por dia e de qualquer lugar, basta ter acesso à internet.

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