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“Conseguimos esclarecer com êxito todas as circunstâncias deste fato grave”, afirmou o delegado Tiago Lopes de Albuquerque

por Eduardo Cover Godinho

Ex-namorado, réu confesso da brutal morte da jovem Daniele Dos Santos Camargo, 23 anos, em Serafina Corrêa, foi indiciado por homicídio triplamente qualificado

Foto: Divulgação

O crime chocou a comunidade de Serafina Corrêa, da região e do Rio Grande do Sul. Daniele Dos Santos Camargo, de 23 anos, foi morta na manhã da quarta-feira, dia 4 de agosto, com requintes de crueldade pelo ex-namorado, de 40 anos. Após 22 dias de angústias e um trabalho exaustivo dos agentes das Delegacias de Polícia Civil (DPs) de Serafina Corrêa e Guaporé, coordenados pelo delegado Tiago Lopes de Albuquerque, e demais forças da segurança pública, o corpo da serafinense foi encontrado enterrado em uma propriedade na zona rural de Nova Araçá.

Ao longo das atividades de investigação, que culminaram na rápida prisão do principal suspeito do feminicídio e na localização do corpo, o delegado Albuquerque e os policiais civis concluíram e remeteram para o Poder Judiciário na tarde da terça-feira, dia 14 de setembro, o Inquérito Policial (IP). O ex-namorado, que confessou ter agido sozinho no assassinato de Daniele, foi indiciado por homicídio triplamente qualificado (feminicídio, motivação torpe/asfixia e ocultação do cadáver).

“Conseguimos esclarecer com êxito todas as circunstâncias deste fato grave”.

Para o encaminhamento do IP, Albuquerque aguardava a conclusão da perícia e o envido para a DP do laudo de necropsia do Instituto Geral de Perícias (IGP). O documento foi enviado na segunda-feira, dia 13.

“Recebemos o laudo da necropsia da Daniele que nos apontou que a causa da morte dela foi efetivamente a asfixia mecânica por estrangulamento, confirmando o que o investigado havia nos relatado durante o interrogatório”.

O delegado salientou que o laudo, pelo estado avançado de decomposição do corpo, não esclareceu com clareza se outras lesões superficiais haviam sido provocadas pelo ex-namorado ao cometer o crime.

“A perícia nos apontou a presença de sangue no compartimento de bagagem do veículo (Ford Fiesta, cor prata). Ela foi colocada no porta-malas e isso também foi confirmado pelo investigado, mas a perícia não apontou a presença de outros traumas. A única fratura que ela apresentava era no osso hióide (localizado na parte anterior do pescoço), decorrente do estrangulamento”.

Até a localização do corpo, além das incursões em pontos que o ex-namorado poderia ter estado para desovar o corpo, os policiais civis se debruçaram na análise de imagens de videomonitoramento e montaram um quebra cabeça, com relatos de familiares das vítimas e pessoas próximas ao casal, para entender como era o relacionamento. Todos os detalhes foram importantes para a elucidação e conclusão do crime.

“Durante esse tempo, nós não podíamos deixar de produzir as provas, os elementos para esclarecer o fato. Na sequência, diante dos relatos, já nos chamou a atenção o relacionamento da Daniele com o investigado. Ficou demonstrado que era bastante conturbado, permeado pelo ciúme, com idas e vindas, com violência e agressividade da parte dele, não só fisicamente, mas também de outras formas. Era uma situação bastante complicada que, infelizmente, culminou neste desfecho trágico”, disse o delegado que complementou:

“Todo o contexto probatório que conseguimos produzir durante o trabalho de investigação fez com que o investigado mudasse sua estratégia, mudasse o entendimento com relação ao desfecho do fato e passasse a contribuir, indicando o local onde estava o corpo da Daniele e confessando essa prática delitiva (feminicídio). Apesar da carência de pessoal, a dedicação e o empenho dos policiais civis das Delegacias de Serafina Corrêa e Guaporé foram importantes, sendo fundamentais para o êxito nos trabalhos. Foram dias exaustivos, mas acreditamos que levamos ao Judiciário e à análise do Ministério Público (MP) todos os elementos necessários para o bom andamento do processo”.

Segundo o delegado, o criminoso, pelas investigações e conclusão do IP, assassinou a jovem sozinho.

“Temos imagens que instruem o Inquérito Policial e até mesmo um vídeo, bastante esclarecedor. Ele compila todas as imagens que obtivemos das câmeras e demonstra todo o percurso do suspeito, antes do embarque da Daniele no veículo e onde ele esteve posteriormente, até o momento que se dirige à ocultação do cadáver. Então, praticamente não temos nada que nos aponte a participação de outra pessoa nesse crime”.

O ex-namorado, réu confesso do crime, está recolhido ao sistema prisional gaúcho desde o dia 6 de agosto.

 

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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