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Protesto por salários é realizado em frente à Brigada Militar de Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Familiares de brigadianos, agentes da SUSEPE, policiais civis, professores e funcionários estaduais clamam por um Estado melhor

“Segurança em luto”. Uma grande faixa pendurada no portão da entrada principal do quartel do 4º Pelotão da Brigada Militar de Guaporé mostra a situação desesperadora que a segurança pública do Rio Grande do Sul vive há anos. Se nas ruas os policiais militares, que sofrem com a defasagem no efetivo, falta de equipamentos/armamentos e viaturas, o desempenho é considerado satisfatório no combate à criminalidade por boa parte da população, o mesmo não se pode dizer dos governantes que esfacelaram a dignidade dos heróis de fardas.

Indignados com o descaso do Governo Gaúcho, principalmente com o parcelamento dos vencimentos, dezenas de familiares de brigadianos, agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE), policiais civis, professores e funcionários das escolas estaduais pertencentes ao 3º Núcleo do CPERS/Sindicato e populares, realizaram na terça-feira, dia 1º de setembro, com início às 19 horas, um protesto pacífico de aproximadamente 45 minutos em frente à Brigada Militar. Com cartazes em mãos, os manifestantes imploravam para que o Governador Sartori revisse a situação do parcelamento dos salários do funcionalismo público (1º parcela paga de R$ 600,00 em 31 de agosto e o restante prometido para o mês de setembro).

Sem proferir palavras de baixo calão ou promover algazarras, os presentes mostraram que a população gaúcha está unida e quer mudanças políticas e principalmente de caráter e ética dos que “conduzem a máquina pública”. Os cartazes em poder dos que lutam por condições dignas de vida destacavam:

“Brigada Militar. Sem salário, sem trabalho”;

“A família brigadiana clama por SOCORRO”;

“R$ 600,00 = Aluguel + prestação carro + água + luz + comida + remédios...”;

“Dois RS: Um não tem dinheiro para pagar o funcionalismo (trabalhadores), enquanto o outro aumenta o valor das diárias dos deputados (não fazem nada) em 26,3%... Piada!”.

Um dos cartazes, empunhado por duas meninas de no máximo cinco anos, de forma educada e com uma mensagem direta chamava a atenção de quem passava.

“Senhor Governador. Por favor, pague o salário do meu pai e da minha mãe!”

Aquartelados, os policiais militares de serviço acompanhavam o protesto e surpreenderam-se com o número de pessoas que se uniram em prol da segurança pública gaúcha. Ao término das atividades, os servidores da educação cantaram o hino dos professores (CPRES) e todos juntos, em ato de união e respeito pelo bem do Rio Grande, entoaram o Hino Riograndense.

 

Outros protestos

No município de Serafina Corrêa, familiares dos policiais militares e servidores públicos de diversas categorias também se manifestaram em frente ao prédio da Brigada Militar. Na oportunidade, impediram que os brigadianos saíssem com as viaturas. O protesto, segundo informações obtidas junto aos policiais, foi pacífico e durou aproximadamente uma hora.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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